A AMD acaba de deixar pistas concretas de que o FidelityFX Super Resolution 4 (FSR4) vai muito além de um simples salto de versão. Trechos de código encontrados na atualização 1.5 do kit de desenvolvimento ADLX, disponível no repositório open-source GPUOpen, revelam um novo seletor de multiplicadores batizado de IADLX3DFidelityFXFrameGenUpgradeRatioOption. Traduzindo: em vez de gerar apenas um quadro sintético entre dois quadros reais (2×), as Radeon poderão criar uma sequência de até quatro — e, no futuro, até seis — imagens artificiais, elevando o FPS de forma semelhante ao que a NVIDIA e a Intel já fazem.
O que muda com o Multi-Frame Generation
No código, duas funções chamam atenção: GetRatio e SetRatio, capazes de consultar e alterar a “proporção” de quadros gerados. Por enquanto, só há o valor 2× mapeado como oficial, mas a própria estrutura do SDK deixa espaço para 3×, 4× ou 6×. O simples fato de existir um multiplicador ajustável indica que a AMD trabalha numa solução escalável, pensada para disputar direto com o DLSS 4.5 (até 6× nos modelos GeForce RTX 50) e com o XeSS 3 da Intel (4× nas placas Arc Battlemage).
Por que isso importa para quem joga?
No dia a dia, mais quadros gerados significam animações suaves, input lag reduzido e melhor aproveitamento de monitores de 144 Hz, 240 Hz ou até 360 Hz. Se você tem um painel rápido esperando por uma GPU que acompanhe, o FSR4 em 4× (ou 6×) pode ser o empurrão definitivo — especialmente em títulos competitivos como Counter-Strike 2 e Valorant, onde cada milissegundo conta.
Atualização automática via driver
Outra novidade descoberta no SDK é um override por driver. Jogos que já adotam o FSR 3.1 poderão migrar para as rotinas baseadas em IA do FSR4 diretamente pelo software Radeon Adrenalin, sem que o estúdio precise criar um patch dedicado. Para o consumidor, isso significa ganhar desempenho “de graça” assim que o driver chegar.
Quem terá acesso primeiro?
Ferramentas de terceiros, como o popular Lossless Scaling, mostraram que GPUs mais antigas conseguem lidar com Multi-Frame Generation por software. Mesmo assim, analistas apontam que o suporte oficial deve estrear apenas na arquitetura RDNA 4, nome interno GFX12, que dá vida à futura linha Radeon RX 9000. O motivo é simples: o FSR4 usufrui de novos aceleradores para redes neurais embutidos no silício, algo indisponível nas gerações RX 7000 (RDNA 3) e anteriores.
AMD corre para não ficar para trás
Em 2026 o cenário é claro: a NVIDIA já entrega 6× de geração de quadros em sua 5ª geração do DLSS, enquanto a Intel atinge 4×. Até aqui o FSR4 em 2× cobria apenas um terço dessa margem. Com o Multi-Frame Generation nativo, a AMD coloca a disputa em novos patamares e cria um argumento sólido para quem decidir entre uma GeForce RTX 5080, uma Arc B980 e uma futura Radeon RX 9700 XT na lista de desejos da Amazon.
Imagem: William R
Computex 2026 é o palco provável
A aposta do mercado é que a AMD detalhará os planos completos do FSR4 — incluindo os multiplicadores 4× e 6× — durante a Computex 2026, em Taipei, evento que tradicionalmente marca lançamentos de GPUs. Se confirmado, o anúncio pode chegar junto com a apresentação das primeiras placas RX 9000 e de novos monitores FreeSync Premium prontos para altos refrescos.
Para quem planeja um upgrade, vale ficar de olho: o salto de fluidez prometido pelo FSR4 pode mudar o custo-benefício de todo o ecossistema de GPUs em 2026.
Com informações de Hardware.com.br