A desaceleração do mercado de PCs parece inevitável para 2026, mas a Apple deve nadar contra a maré. Segundo projeção da consultoria chinesa Sigmaintell, enquanto as demais fabricantes devem encolher, a empresa de Cupertino pode ser a única a registrar aumento nas vendas de notebooks no próximo ano. E não é um crescimento modesto: a expectativa é de 28 milhões de MacBooks embarcados, salto de 21,7% em relação a 2025, o que garante à Apple cerca de 16% de participação global.
O tamanho da queda (e da oportunidade)
A Sigmaintell calcula que os embarques mundiais de notebooks cheguem a 181,1 milhões de unidades em 2026, retração de 8% puxada por dois fatores:
- Escassez de memória e componentes, que pressiona os custos de produção.
- Demanda mais fraca após o pico de compras no período pós-pandemia.
Para nomes tradicionais como Lenovo, Dell, HP e ASUS, o estudo prevê quedas acentuadas. Já a Apple se beneficia de uma engenharia de produto que consome menos chips de memória — ponto crítico na cadeia de suprimentos atual — e de um ecossistema de serviços que sustenta margens mesmo quando o hardware aperta.
Por que os MacBooks resistem?
O segredo passa por três pilares:
- Arquitetura unificada de memória: nos chips da série M, RAM e GPU compartilham o mesmo bloco, reduzindo desperdícios e dependência de módulos externos.
- Ecossistema fechado: macOS, iCloud+, Apple Music e outros serviços geram receita recorrente, algo que seus rivais baseados em Windows não controlam.
- Diversificação de hardware: de AirPods a Apple Watch, quem compra um Mac tende a investir em acessórios oficiais, impulsionando vendas cruzadas.
E o novo MacBook Neo na jogada
Fontes do mercado apontam que o recém-lançado MacBook Neo já responde por milhões de unidades e atrai usuários que antes escolhiam modelos Windows de entrada. O destaque fica para:
- Chip M-series de última geração com até 18 horas de bateria.
- Tela Liquid Retina de 120 Hz, interessante para quem joga títulos via Apple Arcade ou serviços de streaming.
- Peso na casa de 1 kg, rivalizando com ultrabooks premium de ASUS e Dell.
Para quem usa periféricos gamers da Amazon — mouses de alta DPI, teclados mecânicos Hot-Swap ou headsets surround — o suporte completo do macOS ao padrão Bluetooth LE Audio entrega latência mais baixa e melhor autonomia. E como a Apple manteve portas USB-C/Thunderbolt, docks externos continuam plug-and-play.
Imagem: Jny Evans
O desafio dos concorrentes: hardware já não basta
O relatório da Sigmaintell também faz um alerta: daqui para frente, vender só hardware é receita para estagnação. Fabricantes que dependem do Windows não capturam a parcela de lucros gerada por assinaturas, lojas de apps e mídia digital. Resultado? Menos fôlego para inovar em design, tela OLED ou GPUs dedicadas — áreas cruciais para quem busca uma experiência premium de jogo ou criação de conteúdo.
O que isso significa para você que vai trocar de notebook?
1. Oferta limitada: com menos unidades em circulação, promoções agressivas em laptops Windows podem surgir, mas modelos desejados podem ficar escassos.
2. Custo-benefício revisto: a eficiência energética dos Macs pode pesar na conta de luz — importante para quem trabalha remoto o dia todo.
3. Ecossistema vale mais: se você já usa iPhone ou iPad, a integração via iCloud, AirDrop e Handoff ganha relevância. Para quem está 100% no Android, ainda é possível aproveitar periféricos multi-plataforma (teclados Bluetooth com troca de dispositivo, por exemplo) vendidos na Amazon.
Mesmo que você permaneça com Windows ou Linux, o movimento da Apple pressiona todo o setor a repensar serviços, garantia estendida e até bundles com periféricos — ótimas notícias para quem adora atualizar seu setup gamer ou de produtividade.
Com informações de Computerworld