Se você achava que a onda de inteligência artificial já tinha atingido o pico, prepare-se: segundo a consultoria Gartner, os gastos mundiais com tecnologia da informação devem chegar a impressionantes US$ 6,31 trilhões em 2026, um crescimento de 13,5% sobre 2025. O motor principal? A corrida desenfreada por infraestrutura de IA, que está turbinando sobretudo o segmento de data centers.
Data centers: onde a magia (e o dinheiro) acontece
A categoria data center systems aparece como a estrela do relatório, com previsão de avançar 55,8% em apenas um ano. Na prática, isso significa:
- Mais compras de GPUs de alto desempenho (como as linhas NVIDIA H100 e AMD Instinct) para treinar modelos de IA generativa;
- Explosão de servidores equipados com processadores otimizados para cargas de trabalho de machine learning;
- Expansão de redes de alta velocidade e soluções de refrigeração líquida — tecnologias que também começam a chegar a placas-mãe “prosumer” e kits de PCs entusiastas.
Para quem monta PCs ou upgradea equipamentos em casa, essa demanda corporativa pode pressionar a oferta (e o preço) de componentes avançados, mas também acelera a chegada de novas gerações ao varejo consumidor.
Serviços de TI mantêm o grosso do orçamento
Apesar da escalada dos data centers, serviços de TI continuam respondendo pela maior fatia do bolo: deverão ultrapassar US$ 1,87 trilhão em 2026. Consultorias, integradores de sistemas e provedores de nuvem estão expandindo portfólios para abraçar desde pequenas startups até gigantes que treinam LLMs.
Software ganha fôlego com IA generativa
Outra frente aquecida é o software empresarial. Plataformas que incorporam recursos de IA generativa — vide Microsoft 365 Copilot ou Google Gemini em ferramentas de produtividade — puxam uma curva de adoção acelerada. Isso tende a influenciar usuários domésticos, criando demanda por PCs com mais núcleos de CPU, GPUs discretas e quantidades generosas de RAM para lidar com modelos locais ou inferência híbrida.
Mercado de dispositivos cresce, mas sente o preço da memória
Nem tudo sobe no mesmo ritmo. O Gartner projeta que o mercado de dispositivos (PCs, notebooks, tablets e smartphones) chegue a US$ 856 bilhões — avanço modesto em relação às demais categorias. O freio de mão está nos custos de memória RAM e flash NAND, que vêm escalando desde o segundo semestre de 2025. Para o consumidor final, isso pode significar notebooks gamer ou SSDs M.2 ligeiramente mais caros no curto prazo, mas também incentiva fabricantes a lançar versões com densidades maiores e controladores mais eficientes.
O que isso significa para você?
1. Upgrade inteligente: se planeja trocar de placa de vídeo ou processador, fique de olho nas datas de anúncio de novas gerações. A competição entre NVIDIA, AMD e Intel tende a se intensificar para atender tanto data centers quanto jogadores.
Imagem: Viktor Erikss
2. Pacote completo: softwares com IA nativa exigem hardware robusto. Investir em um mouse ergonômico, teclado mecânico responsivo ou headset de baixa latência pode turbinar a produtividade e a imersão em jogos que começam a incorporar NPCs gerados por IA.
3. Olho no preço da memória: se encontrar boas promoções de RAM DDR5 ou SSD NVMe de alta capacidade, vale considerar a compra antes de eventuais reajustes.
No fim das contas, a previsão da Gartner confirma: a IA não é hype passageira, mas um tsunami estrutural que mexe em toda a cadeia — do servidor de nuvem ao seu desktop. Quem acompanha de perto consegue capturar as melhores oportunidades de upgrade e ainda se preparar para as próximas inovações.
Com informações de Computerworld