Se você ainda está órfão de StarCraft II, vale colocar o novo ZeroSpace no radar. O título da Starlance Studios em parceria com a Ironward liberou uma demo durante a Steam Next Fest de junho e confirmou acesso antecipado para 20 de julho de 2026. Depois do tropeço de Stormgate, muita gente aposta que ZeroSpace pode finalmente assumir o trono dos RTS competitivos — e, pelos testes iniciais, há motivos sólidos para esse otimismo.
Comunidade no centro do desenvolvimento
Um diferencial que chama atenção é o envolvimento direto de veteranos da cena de StarCraft II. Youtubers e pro-players foram contratados como consultores, garantindo que cada unidade, atalho e mecânica surgisse de feedback real da comunidade. O resultado é um ritmo frenético que soa familiar, mas com camadas extras de estratégia.
Conteúdo da demo: campainha, PVP e uma prévia do “Guerra Galáctica”
A versão de testes trouxe:
- 3 missões da campanha principal
- Tutoriais passo a passo
- Mapas de escaramuça 1×1 e 2×2
- Oito mapas cooperativos do modo Guerra Galáctica
- Dois mapas especiais: um PvEvP 4-jogadores (IA + free-for-all) e um cooperativo de sobrevivência contra hordas
Mesmo com alguns bugs — unidades presas, menus que travam e localização inconsistente — a demo mostrou densidade de conteúdo rara para um projeto ainda em alpha. Quem testou garante: se custasse cerca de R$ 50 hoje, já valeria a pena.
Sistema de facções + mercenários: 65 unidades logo de cara
ZeroSpace inova ao permitir que você selecione, além da facção principal, um grupo de mercenários. Pense neles como baralhos extras de habilidades e tropas que tapam buracos estratégicos ou reforçam pontos fortes. Na demo, eram 3 facções e 5 grupos de mercenários — combinação que entrega 65 unidades diferentes (sem contar heróis).
Para efeito de comparação, StarCraft II lançou com 48 unidades únicas (Terranos, Protoss e Zerg). A profundidade tática é evidente, mas também impõe o desafio de balanceamento, crucial para o futuro competitivo do game.
Painel unificado e filas de produção: macro simplificado, micro intacto
Inspirado em interfaces modernas, o jogo reúne construções e unidades em painéis únicos. Você faz fila de prédios e tropas mesmo sem recursos no momento, algo que acelera o macro e deixa o jogador focar em microgestão — ótimo para quem pretende subir no ranque.
Se você é amante do co-op de StarCraft II, vai estranhar alguns atalhos de início, mas o jogo oferece níveis de dificuldade baixos justamente para esse período de adaptação.
Imagem: Internet
Guerra Galáctica: Helldivers II encontra RTS clássico
O modo cooperativo funciona como um metajogo persistente. Cada vitória gera pontos investidos em um mapa estratégico global, onde três alianças disputam territórios — lembre uma partida enorme de Risk com naves espaciais.
No build atual, os mercenários aparecem só como inimigos, mas os desenvolvedores já sinalizaram planos de liberá-los para os comandantes jogáveis. Essa adição pode dobrar o fator replay e criar experiências tão diversas quanto as Mutations semanais de SC2.
Roteiro pós-lançamento e principais preocupações
A Starlance divulgou um roadmap ambicioso: mais uma facção, dois grupos de mercenários extras, sistema de guildas e temporadas para o Guerra Galáctica ainda em 2026. O risco? A equipe não conseguir entregar tudo com equilíbrio; quantidade sem sensação de frescor não sustenta comunidade competitiva.
Hardware recomendado: seu PC está pronto?
Ainda sem requisitos oficiais definitivos, a demo rodou bem em um setup com Ryzen 5 5600, 16 GB de RAM e RTX 3060. Se pretende entrar no acesso antecipado sem travamentos — sobretudo em batalhas 4×4 cheias de partículas — investir em uma GPU com 8 GB de VRAM e SSD NVMe faz diferença. (Fique de olho em promoções de placas de vídeo e processadores; a Amazon costuma cortar preços perto dos grandes lançamentos.)
ZeroSpace chega em julho prometendo ser o “RTS para chamar de seu” em plena década dominada por jogos-serviço. Se Starlance e Ironward acertarem a entrega, podemos estar diante do primeiro concorrente sério a StarCraft II em mais de uma década.
Com informações de Adrenaline
