A partir de 1º de outubro de 2026, quem usa Pix por aproximação poderá pagar qualquer valor – do cafezinho ao PC gamer completo – simplesmente encostando o celular na maquininha. O Banco Central (BC) publicou a Instrução Normativa BCB nº 746 e deu 12 meses para bancos, carteiras digitais e adquirentes ajustarem seus sistemas. O teto atual de R$ 500, vigente desde o lançamento da modalidade em fevereiro de 2025, deixará de existir.
Por que isso importa para quem compra tecnologia?
Sem o bloqueio de R$ 500, fica muito mais fácil finalizar — e sem fricção — aquelas compras acima de R$ 1.000 que ainda intimidavam muita gente no débito ou no boleto. Imagine pagar uma RTX 4070, um processador AMD Ryzen 7 7800X3D ou até um notebook premium apenas aproximando o smartphone, sem digitar senha no app nem escanear QR Code. O processo é tão rápido quanto usar cartão contactless, mas com liquidação imediata e, na maioria dos casos, sem tarifas.
O que muda na prática
• Limite definido pelo usuário ou banco: Cada instituição continuará oferecendo configurações de segurança, mas não poderá impor o teto de R$ 500 por transação.
• Mais conveniência offline: O lojista recebe o valor em segundos, aumentando a chance de dar desconto para pagamento à vista.
• Sem custos extras: Diferente do cartão de crédito, o Pix não repassa taxas ao consumidor final, favorecendo preços menores em itens caros, como placas de vídeo e monitores 4K.
Google Wallet e Samsung Wallet já prontas; Apple ainda de fora
Para usar o recurso, basta cadastrar sua conta na Carteira do Google (Android) ou na Samsung Wallet. Ambas suportam Pix por aproximação desde 2025. Por enquanto, o Apple Pay segue fora do jogo: a Apple ainda não aderiu às especificações técnicas definidas pelo BC. Se você tem iPhone, continuará restrito ao Pix tradicional via QR Code até que a empresa se alinhe às normas brasileiras.
Segurança continua prioridade
Mesmo com a liberação de valores altos, o Banco Central ressalta que regras de segurança – como autenticação biométrica no dispositivo e limites diários configuráveis – permanecem obrigatórias. Instituições podem exigir confirmação adicional em transações fora do padrão de uso do cliente, semelhante ao que já ocorre no cartão de crédito.
Imagem: aproximação não terá mais limite de
Impacto para lojistas de hardware e periféricos
Lojas físicas que vendem componentes de alto tíquete tendem a ver aumento na conversão de vendas à vista. Sem taxa de cartão, o estabelecimento pode aplicar preços mais agressivos ou oferecer pequenos brindes — um mousepad ou cabo gamer, por exemplo — a quem optar pelo Pix aproximado. Para o consumidor, é a chance de levar aquele teclado mecânico hot-swap ou o SSD NVMe de 2 TB sem comprometer o limite do cartão ou encarar juros de parcelamento.
Com a flexibilização, o Pix se consolida como o meio de pagamento instantâneo mais completo do país, abocanhando ainda mais espaço do crédito e do débito tradicionais. Para entusiastas de tecnologia, significa checkout mais rápido, economia de taxas e, claro, menos barreiras para transformar o setup dos sonhos em realidade.
Com informações de Tecnoblog