Quem aguardava ver os próximos relógios da Samsung abandonando a tomada em tempo recorde vai precisar de um pouco mais de paciência. Documentos recém-publicados pela agência reguladora chinesa 3C confirmam que o Galaxy Watch 9 (SM-L3550) e o Galaxy Watch Ultra 2 (SM-L7150) manterão a mesma potência de 10 W (5 V/2 A) utilizada na geração atual. Em outras palavras: a velocidade de recarga permanece idêntica à dos modelos lançados em 2024.
O que exatamente a certificação revelou?
Aparecer no banco de dados da 3C costuma ser o último passo antes do anúncio oficial. Lá constam apenas dados técnicos essenciais, e o item que saltou aos olhos foi a potência máxima de carregamento. A listagem confirma:
- Galaxy Watch 9 – 10 W de carga sem fio;
- Galaxy Watch Ultra 2 – 10 W de carga sem fio.
Não houve qualquer menção a novos padrões como Qi2 ou bobinas de alta eficiência.
Impacto prático: no pulso, o que muda (ou não)?
Na prática, a Samsung ainda precisará de cerca de 90 minutos para levar um Watch 9 de 0 % a 100 %, caso a capacidade de bateria e a química interna não passem por grandes alterações. Para quem usa o carregador no fim do dia antes de dormir, o tempo não chega a ser um problema; já para os maratonistas de sono e atletas que colocam o relógio para medir a oxigenação noturna, isso significa ter de escolher entre monitorar o sono ou sair de casa com 100 % de bateria.
Carregamento rápido: por que os rivais avançaram e a Samsung não?
A corrida dos wearables mostra que 10 W já ficou para trás:
- OnePlus Watch 3: enche uma bateria de 631 mAh em menos de 60 min;
- Apple Watch Series 9: 18 W via carregador magnético, 45 min para 80 %;
- Huawei Watch 4 Pro: 15 W, 75 min para carga completa.
A sul-coreana segue priorizando sensores, software de bem-estar e autonomia total em vez de velocidades de pico. A lógica interna é que um carregamento mais lento gera menos estresse térmico na célula e prolonga a vida útil — algo que conta pontos no longo prazo, mas não impressiona quem quer praticidade.
Possíveis compensações: bateria maior ou software mais esperto?
Sem ampliar a potência do carregador, restam duas cartas na manga para a Samsung:
- Bateria física maior: rumores apontam que o Watch Ultra 2 deve romper a barreira dos 600 mAh, aproximando-se de 48 h de uso intenso.
- One UI Watch otimizado: algoritmos de sono, GPS inteligente e CPU mais eficiente (novo Exynos W1000) podem reduzir o consumo em 10 % a 15 % no dia a dia.
A escolha de caminho ficará clara somente após os testes de autonomia real — mas, por enquanto, a ficha técnica oficial não vazou esses números.
Imagem: Internet
Linha 2024 vs. 2025: veja o comparativo rápido
Geração atual
- Galaxy Watch 8 (40 mm): 325 mAh + 10 W;
- Galaxy Watch 8 (44 mm): 435 mAh + 10 W;
- Galaxy Watch Ultra (2024): 590 mAh + 10 W.
Geração 2025 – estimativa
- Galaxy Watch 9: bateria entre 350 mAh e 450 mAh + 10 W;
- Galaxy Watch Ultra 2: acima de 600 mAh + 10 W.
Quando chega e quanto deve custar?
O cronograma bate com a próxima edição do Galaxy Unpacked, já marcada para 22 de julho, em Londres, quando também devem aparecer os dobráveis Galaxy Z Fold 6 e Flip 6. Fontes de supply chain sugerem preço próximo ao do Ultra original, US$ 649,99 (cerca de R$ 3.360 na cotação atual, sem impostos). Ajustes não estão descartados porque o dólar subiu e sensores novos encarecem a produção.
Vale a pena esperar?
Se velocidade de recarga é o fator decisivo, concorrentes como OnePlus e Huawei oferecem soluções mais ágeis já hoje — e muitos deles aparecem com descontos frequentes na Amazon Brasil. Por outro lado, quem valoriza integração com o ecossistema Galaxy, métricas de saúde avançadas e atualizações longas de software pode preferir esperar pelo anúncio oficial.
No fim das contas, a permanência nos 10 W mostra que a Samsung aposta na eficiência energética e nos recursos de bem-estar para justificar a compra, não em impressionar com números de tomada. Se a estratégia funcionará, só o uso diário (e a bateria no pulso) dirá.
Com informações de Mundo Conectado