A AMD acaba de dar o primeiro passo para encurtar a distância que a separa da NVIDIA e da Intel no quesito fluidez extrema. Referências encontradas na versão 1.5 do SDK ADLX — e já disponíveis no repositório GPUOpen — revelam que o FSR4 ganhará um sistema nativo de seleção de multiplicadores de quadros. Em outras palavras, as futuras GPUs Radeon poderão gerar mais de um quadro sintético entre dois quadros reais, elevando a taxa de quadros por segundo (FPS) a patamares que hoje só vemos em placas GeForce RTX 50 (DLSS 4.5) e nos modelos Arc de próxima geração (XeSS 3).
O que mudou no código da AMD?
O novo elemento do SDK atende pelo nome IADLX3DFidelityFXFrameGenUpgradeRatioOption. Dentro dele, funções como GetRatio e SetRatio permitem que jogos, utilitários ou o próprio usuário escolham o multiplicador de quadros desejado. Por ora, a biblioteca lista apenas duas opções — “unknown” e “2x” —, mas o fato de a estrutura já prever valores superiores indica que a empresa não pretende se limitar ao dobro de FPS que o FSR4 entrega hoje.
Por que isso importa para quem joga?
Geração de quadros (Frame Generation) é a técnica que cria “quadros intermediários” via algoritmos de IA. O resultado prático é movimento mais suave e latência aparente menor, mesmo em resoluções altas como 4K. Com multiplicadores maiores (4x ou 6x), títulos competitivos — pense em Fortnite ou Valorant — podem saltar de 120 FPS para cifras acima de 300 FPS, contanto que o monitor acompanhe.
Cenário competitivo: 6x para NVIDIA, 4x para Intel… e agora AMD
Em 2026, a NVIDIA já terá consolidado até 6x de aumento de FPS via DLSS 4.5 na série RTX 50, enquanto a Intel prepara 4x com o XeSS 3. Hoje, o FSR4 entrega no máximo 2x. A chegada do Multi-Frame Generation (MFG) coloca a AMD de volta ao jogo, oferecendo aos consumidores Radeon potencial equivalente — peça-chave na hora de escolher a próxima placa de vídeo.
Atualização automática: FSR 3.1 para FSR4 via driver
Outra linha interessante descoberta no ADLX menciona um override feito diretamente no driver Adrenalin. A função permitirá que qualquer jogo já compatível com FSR 3.1 seja “promovido” para o algoritmo baseado em IA do FSR4, sem exigir patch extra do estúdio. Para jogadores, isso significa ganhos de desempenho out-of-the-box; para desenvolvedores, menos trabalho de integração.
Será que minha placa atual suporta?
Ferramentas de terceiros — como o popular Lossless Scaling — provam que GPUs mais antigas conseguem executar MFG por software, mas tudo indica que a AMD bloqueará oficialmente o recurso às placas com arquitetura RDNA 4, família conhecida até o momento como Radeon RX 9000. O motivo? O FSR4 depende de núcleos dedicados às novas redes neurais, algo inexistente em gerações anteriores.
Imagem: William R
Olho na Computex 2026
Analistas apontam junho de 2026, durante a Computex, como palco para a revelação completa. Ali, a AMD deve detalhar se chega a 4x ou ousa igualar o multiplicador 6x da NVIDIA. Para quem está de olho em um upgrade, vale ficar atento: a escolha entre uma futura RTX 50, uma Arc de 3ª geração ou as novas Radeon RX 9000 poderá depender justamente do quão agressivo será o FSR4 MFG.
No fim das contas, a briga pelos FPS nunca foi tão quente — e o jogador sai ganhando com opções cada vez mais potentes e acessíveis.
Com informações de Hardware.com.br