Quem jurava que o 4K nativo era o “pico” da qualidade de imagem pode rever seus conceitos. A NVIDIA liberou o DLSS 4.5 para todas as placas GeForce RTX, e a primeira bateria de testes mostra Red Dead Redemption 2 ainda mais nítido que a renderização nativa — especialmente em 1440p e 4K. A mágica vem do segundo-geração do modelo Transformer, refinado para preservar detalhes finos de terreno, folhagem e objetos distantes.
Por dentro das mudanças do DLSS 4.5
Até aqui, o DLSS se apoiava em um único quadro de referência para gerar a imagem ampliada. Na versão 4.5, o algoritmo analisa múltiplos frames, acrescenta dados de movimento e usa um banco de texturas de IA para reconstruir pixels com maior fidelidade. Resultado prático: superfícies antes “lavadas” ganham definição extra, algo evidente nos comparativos do canal MxBenchmarkPC usando uma RTX 5080.
Quanto desempenho você perde — e quem sente menos
Como toda tecnologia de upscaling, o processo custa desempenho. Nas GPUs da série RTX 30, a queda chega a 20 %. Já as séries RTX 40 e RTX 50 absorvem melhor o impacto graças ao suporte nativo a FP8, um formato de 8 bits flutuante que acelera redes neurais. Para quem está de olho em um upgrade de placa de vídeo, vale notar que as arquiteturas Ada Lovelace e Blackwell trazem essas otimizações de fábrica.
O calcanhar de Aquiles: vegetação e oversharpening
Nenhuma IA nasce perfeita. Árvores densas ainda exibem artefatos — bordas tremidas e texturas “chutadas” pelo algoritmo. Em Cyberpunk 2077 com path tracing o problema se repete: o asfalto ganhou definição, mas luzes neon ganharam halos exagerados em cenários noturnos. A NVIDIA já confirmou que corrigirá esses deslizes ao longo de 2026.
Multi-Frame Generation 6×: presente só para quem tem RTX 50
Se a Super Resolution chega a toda a família RTX (começando da série 20), o Multi-Frame Generation 6× é exclusividade das RTX 50. A função insere dois quadros extras entre pares de frames, permitindo alcançar taxas acima de 240 Hz sem comprometer a latência perceptível. O Dynamic MFG adapta a quantidade de frames gerados ao refresh do seu monitor, evitando “excesso” de quadros que só gastaria energia.
DLSS 4.5 vs. FSR 3: onde cada um brilha
A rival AMD FSR 3 também gera quadros por IA, mas depende menos de hardware dedicado, o que é bom para quem usa placas mais antigas. Em contrapartida, o DLSS ainda leva vantagem em cenas de alta complexidade geométrica, como o Velho Oeste de RDR2. Se o seu foco é Ray Tracing pesado, as unidades Tensor das RTX fazem a diferença.
Imagem: William R
Vale a pena atualizar?
Para quem já possui uma RTX, a resposta é “sim” — o driver GeForce Game Ready 591.74 adiciona o DLSS 4.5 sem custo e sem a necessidade de patches nos jogos. Basta habilitar o modo Quality dentro do menu de vídeo para sentir a diferença imediatamente.
No fim das contas, o DLSS 4.5 não aposenta a resolução nativa, mas redefine o que entendemos por qualidade de imagem. Se você gosta de ver cada folha balançando no vento — e está disposto a ceder alguns frames por segundo —, a novidade vale o download. Para quem pensa em trocar de GPU em 2026, o suporte a FP8 e ao MFG 6× das RTX 50 pinta como um bônus de respeito.
Com informações de Hardware.com.br