Depois de dois anos de desenvolvimento silencioso, o WhatsApp começou a liberar — para um número ainda restrito de contas Android e iOS — o aguardado recurso de @nomes de usuário. Na prática, ele permite que você deixe o tradicional número de telefone visível apenas para quem quiser, adotando um identificador único semelhante ao que já existe no Telegram e no Signal. A liberação em massa será gradual nas próximas semanas, mas já é possível sentir o impacto dessa novidade nos mais de 2 bilhões de usuários do mensageiro da Meta.
Por que isso importa para você?
A troca do número de telefone por um @nomeusuario vai muito além de estética. Ela representa:
- Privacidade aprimorada: você compartilha um handler, não seu número pessoal.
- Segurança extra: cada nome vem protegido por um PIN de quatro dígitos, impedindo que invasores “chutem” identificadores aleatórios.
- Busca simplificada: em breve, será possível adicionar contatos, iniciar conversas ou ligações digitando apenas o @nome.
Para quem costuma trocar de smartphone — e aí entram modelos que você encontra facilmente na Amazon com chips Snapdragon 8 Gen 2 ou Dimensity 8300, por exemplo — a mudança elimina o trabalho de avisar amigos e grupos cada vez que um número novo é ativado no aparelho dual-SIM.
Como funciona a configuração do @nome
A Meta manteve o processo o mais intuitivo possível:
- Abra Configurações > Perfil > Nome de usuário.
- Digite a combinação desejada; o app faz a checagem em tempo real.
- Se o @ estiver disponível, uma animação de confete confirma a reserva.
- A partir daí, seu número telefônico deixa de aparecer por padrão em chats, grupos e chamadas.
E, caso prefira, você pode simplesmente ignorar o recurso e seguir identificado pelo bom e velho DDD + número.
Os bastidores técnicos: um “motor” praticamente novo
Implementar a novidade exigiu reescrever parte da infraestrutura do WhatsApp, preservando a criptografia de ponta a ponta que garante a segurança de mensagens, chamadas de voz e vídeo. Segundo engenheiros da Meta, esse foi o principal obstáculo: fazer o sistema reconhecer um identificador alfanumérico único sem quebrar a troca de chaves que acontece em frações de segundo quando você envia um emoji, um vídeo 4K ou o link de um teclado gamer que está em oferta.
Impacto para empresas e criadores de conteúdo
Quem usa a API do WhatsApp Business já foi avisado: os sistemas devem estar prontos para lidar com @nomes até junho de 2026. Marcas, lojas e influenciadores ganharão um identificador fácil de memorizar, sem revelar linhas corporativas. A expectativa é que a busca por negócios verificados se torne tão simples quanto digitar “@suamarca” na barra de pesquisa do app.
Imagem: William R
Comparativo com Telegram e Signal
Embora o recurso exista há anos nos concorrentes, a escala do WhatsApp coloca tudo em outra dimensão. Enquanto o Telegram fala em 800 milhões de usuários ativos, o mensageiro da Meta ultrapassa a casa dos 2 bilhões. Ou seja, qualquer alteração na lógica de identificação exige um rigor quase cirúrgico para não interromper chamadas, figurinhas animadas ou o envio daquele gameplay em 120 fps capturado com sua nova placa RTX 4070 Super — que, por sinal, gera arquivos pesados que transitam pelo app sem compressão perceptível.
Quando chega para todo mundo?
Versões beta do Android a partir da 2.25.33.2 e do iOS 24.2.10 já carregam os primeiros componentes da função. Se você ainda não foi contemplado, vale manter o aplicativo atualizado: a distribuição é feita em ondas. Usuários do programa beta tendem a receber primeiro; depois, a Meta expande aos poucos até estabilizar servidores e métricas de uso.
Portanto, fique de olho nas atualizações da Play Store ou App Store. E, caso esteja pensando em investir em um novo smartphone — aqueles com mais RAM e processadores recentes lidam melhor com backups criptografados em nuvem —, essa pode ser a deixa perfeita para atualizar seu setup móvel sem se preocupar em avisar todos os contatos do número novo.
Com informações de Hardware.com.br