Depois de anunciar que transformaria o Firefox em um navegador “turbinado” por inteligência artificial, a Mozilla acaba de revelar um detalhe que muitos usuários aguardavam com ansiedade: a possibilidade de desligar todas as funções de IA com apenas alguns cliques. O recurso chegará ao grande público na versão 148, prevista para 24 de fevereiro.
Por que isso importa?
Nos últimos meses, a disputa entre navegadores ganhou um novo ingrediente: recursos alimentados por IA generativa. Microsoft Edge, Google Chrome e até o Opera já exibem assistentes que sugerem respostas, traduzem páginas e até resumem artigos inteiros. Embora práticos, esses extras levantam dúvidas sobre privacidade, consumo de RAM e até desempenho em PCs mais modestos — áreas em que o Firefox sempre defendeu um posicionamento pró-usuário.
Como o controle de IA funcionará
A Mozilla demonstra que o novo painel de configurações será simples e granular:
- Desligue tudo de uma vez ou escolha item a item;
- Chatbot na barra lateral;
- Traduções automáticas;
- Agrupamento inteligente de abas;
- Pré-visualização de links usando IA.
Bastará acessar Configurações > Recursos de IA e mover as chaves para Off. Na prática, isso evita que qualquer solicitação seja enviada aos servidores de IA da Mozilla — algo fundamental para quem lida com informações sensíveis ou simplesmente prefere uma experiência mais “pura”.
Impacto no desempenho: vale a pena desligar?
Se você usa um notebook com processador Intel Core i3 de 10ª geração ou um desktop gamer equipado com placas de vídeo dedicadas como a NVIDIA GeForce RTX 3060, o ganho de performance ao desativar IA pode variar:
- Máquinas de entrada: menos processos em segundo plano, economia de RAM e bateria;
- PCs intermediários e high-end: impacto menor, mas ainda relevante para quem valoriza cada frame em jogos ou streamings em 4K.
Ou seja, o controle total coloca o poder de decisão nas suas mãos: use a IA quando for útil — por exemplo, para traduzir rapidamente aquele review de periféricos — e desligue quando for jogar ou editar vídeos.
Imagem: Mikael Markander
Firefox vs. concorrentes: quem entrega mais liberdade?
Muitos recursos de IA do Edge e do Chrome estão atrelados ao login em contas Microsoft e Google, respectivamente. No Edge, o Copilot não pode ser totalmente removido; no Chrome, o Search Generative Experience ainda testa vários elementos compulsórios. A iniciativa da Mozilla se destaca justamente por devolver ao usuário a chave do controle.
O que esperar para além da versão 148
Segundo a Mozilla, a empresa continuará investindo em IA, mas promete manter a postura de opt-in. Rumores de bastidores indicam futuras integrações com assistentes vocais e até sugestões de compras em sites de varejo — algo que pode, no futuro, favorecer quem pesquisa componentes de hardware na Amazon. Resta saber se esses novos recursos virão com o mesmo interruptor “liga/desliga”.
Para quem valoriza privacidade e desempenho, o Firefox 148 surge como uma atualização essencial. Marque no calendário: a versão final chega em 24 de fevereiro, disponível para Windows, macOS, Linux e Android.
Com informações de Computerworld