O brasileiro voltou a abrir a carteira para atualizar a tecnologia de casa. Entre janeiro e maio de 2026, o setor de bens duráveis somou 53,6 milhões de unidades vendidas, crescimento de 11 % frente ao mesmo período de 2025, segundo números divulgados na abertura da feira Eletrolar Show All Connected 2026, em São Paulo.
Por que esse dado merece sua atenção?
Mesmo com juros altos e renda comprimida, a procura por aparelhos que entregam eficiência energética, conectividade e conveniência não só resistiu como avançou. Isso reforça um movimento que já sentimos no bolso: quem adia a troca de notebook, GPU ou mesmo da TV 4K acaba pagando mais tarde pela falta de performance ou pelo excesso de consumo de energia. A demanda real (e não apenas um reajuste de preços) indica que o consumidor quer upgrade — e quer agora.
Os segmentos que puxaram a fila
- Linha branca: +16 % nas vendas, graças a refrigeradores e máquinas de lavar mais econômicas e conectadas.
- Portáteis: +15 %, impulsionados por robôs-aspirador, airfryers e, claro, acessórios de TI como teclados mecânicos sem fio e mouses gamer de alta precisão.
- TVs: a Copa do Mundo ajudou a elevar 7,5 % o volume e 11,7 % o faturamento, com telas maiores (55″+) e painéis Mini-LED puxando a preferência.
E-commerce assume a liderança
Pela primeira vez, os canais online responderam por 53,1 % do faturamento de eletrônicos e duráveis. Dentro desse bolo, os marketplaces já representam 21,4 %. Para quem compara preços antes de fechar negócio, a boa notícia é que a competição entre lojistas tem derrubado valores de periféricos disputados — como o mouse Logitech G502 X ou o teclado Redragon Kumara — quase sempre com frete rápido.
R$ 51 bilhões girando no primeiro trimestre
Dados da NielsenIQ mostram que, entre janeiro e março, o varejo de tecnologia movimentou R$ 51 bilhões, alta de 7,4 % em receita e 6,4 % em volume sobre 2025. É um avanço que supera o ritmo do PIB brasileiro e reforça três tendências:
- Substituição de equipamentos antigos: mais da metade das compras acontece para trocar produtos defeituosos ou obsoletos.
- Busca por eficiência energética: aparelhos que consomem menos energia pesam cada vez mais na decisão de compra — ponto crucial para PCs e monitores que ficam o dia todo ligados.
- Convergência de serviços: casa conectada, IA embarcada e integração com assistentes de voz viram requisitos básicos.
O que vem pela frente?
Especialistas na Eletrolar Show apontam que o mercado não vive mais de “picos e vales”, mas de um platô em ascensão. Ou seja, mesmo que o crédito continue caro, devemos ver ciclos de upgrade mais curtos — especialmente em categorias de hardware gamer, dispositivos de casa inteligente e eletroportáteis premium.
Imagem: Internet
Para quem está de olho em montar (ou renovar) o setup ainda em 2026, vale acompanhar:
- Lançamentos de GPUs de médio porte com melhor custo por quadro em Full HD.
- Teclados mecânicos hot-swap, que facilitam customização sem solda.
- Nobreaks e roteadores Wi-Fi 6/6E, cada vez mais procurados para manter a estabilidade do trabalho remoto.
No fim das contas, o bolso apertado não impediu que a tecnologia avançasse lugar cativo no orçamento das famílias. Pelo contrário: a exigência por desempenho e economia acabou acelerando a troca de produtos. Se você planeja atualizar seu PC, sua smart TV ou até mesmo sua geladeira conectada, o momento parece favorável para encontrar promoções — principalmente nos grandes marketplaces.
Com informações de Mundo Conectado