A Remedy nos abriu as portas para um teste antecipado de Control Resonant no PC, e as primeiras impressões são claras: este pode ser o novo benchmark gráfico para 2024, mas sem abandonar quem ainda joga em placas de vídeo de gerações anteriores. Do Ray Tracing refinado à jogabilidade mais ágil, a continuação da premiada franquia tem tudo para agradar tanto quem busca aproveitar cada frame em um monitor 4K de última geração quanto quem quer rodar o game com hardware mais modesto.
Visual de nova geração: Ray Tracing que finalmente faz diferença
A demo rolou em máquinas equipadas com a inédita NVIDIA GeForce RTX 5090 Founders Edition. O jogo foi executado em 4K nativo, mas com DLSS em modo Performance — ou seja, renderização interna em 1080p e upscaling inteligente para 2160p. Mesmo assim, as texturas e os reflexos estavam tão limpos que, à distância, era impossível perceber qualquer perda de nitidez.
Importante: o teste desligou recursos como Frame Generation e Reconstrução de Raios, deixando o Ray Tracing rodar “no braço”. Isso dá um bom indicativo do potencial cru do motor Northlight atualizado. Reflexos em poças d’água e vitrines exibem agora profundidade e coerência que lembram cenas filmadas em estúdio, superando a granulação notada no primeiro Control mesmo com placas high-end da época.
Rasterização primeiro, Ray Tracing depois: uma escolha de design
Conversando com os desenvolvedores, descobrimos que a Remedy manteve a filosofia de produção que deu certo em Alan Wake 2: toda a cena é construída via rasterização tradicional, e somente depois se aplicam as camadas de Ray Tracing. Isso garante compatibilidade ampla e permite “dosar” a iluminação para não transformar salas inteiras em ambientes escuros demais ou ofuscar o jogador com brilhos excessivos.
Jogabilidade: menos tático, mais adrenalina
Se você curtiu a atmosfera sobrenatural do original, mas achou o combate cadenciado, prepare-se para uma virada de 180°. Control Resonant abraça a agressividade de Doom e a verticalidade de Infamous. Agora temos:
- Pulo duplo e dash aéreo, permitindo atravessar vãos de um prédio a outro com facilidade.
- Recuperação de vida ao eliminar inimigos, incentivo direto a jogar na ofensiva.
- Arenas amplas repletas de hordas que exigem movimentação constante.
- Construção de builds que vai do dano em área à defesa pesada, garantindo variedade para speedrunners e completionistas.
Requisitos de sistema: boa notícia para quem não trocou a GPU
Embora a demo tenha sido exibida em uma RTX 5090, a Remedy trouxe especificações surpreendentemente pé-no-chão para o lançamento:
- Mínimo: GTX 1070 ou RX 5600 XT + 16 GB de RAM
- Recomendado: RTX 3070 ou RX 6600/6700 XT
Isso significa que muitas máquinas montadas entre 2017 e 2021 ainda podem encarar o game com Ray Tracing moderado ou desativado, principalmente se combinadas a tecnologias como DLSS 2/3 ou FSR 3. Para quem pensa em upgrade, GPUs como a RTX 4070 Super ou a recém-lançada RX 7700 XT devem garantir 60 fps em 1440p com RT ativado, tornando-se opções equilibradas em custo e performance para os próximos lançamentos AAA.
Impacto prático: o que muda para seus jogos e para sua máquina?
• Ray Tracing maturado: reflexos mais estáveis e sombras sem granulação elevam a imersão, mas também servem de “teste de fogo” para sua GPU. Se Control Resonant rodar bem, dificilmente outro jogo 2024/25 vai fazer seu hardware suar mais.
Imagem: Internet
• DLSS vs. FSR: a presença confirmada de DLSS ajuda donos de NVIDIA a manter resolução alta sem abrir mão do Ray Tracing. Já usuários AMD devem usufruir de FSR, ainda sem confirmação de Frame Generation, mas historicamente bem implementado pela Remedy.
• Mundos maiores: mapas ampliados podem pressionar CPU e SSD. Quem ainda usa HDD deve considerar migrar para um NVMe PCIe 4.0 — investimento cada vez mais acessível e que reduz os tempos de carregamento a segundos.
Localização total em português e data de lançamento
A build já estava 100% traduzida para menus, legendas e dublagem em PT-BR. É uma vitória para quem prefere jogar no nosso idioma e reforça o apelo da franquia por aqui. O lançamento está marcado para setembro, com versões confirmadas para PC e macOS. Quando a versão final chegar, faremos benchmarks detalhados para indicar os melhores ajustes de gráficos — inclusive opções que maximizem o custo-benefício em placas como GTX 1660 Super ou RX 6500 XT.
Em resumo, Control Resonant promete ser ao mesmo tempo vitrine tecnológica e título acessível, algo raro em um mercado que costuma forçar upgrades anuais. Fique de olho nos testes completos e, se estiver pensando em dar um passo à frente no seu setup, já dá para planejar aquele upgrade estratégico na GPU ou no SSD sem medo de se arrepender.
Com informações de Adrenaline