Uma simples edição de arquivo está balançando a comunidade de Battlefield 6. Jogadores descobriram que adicionar uma única linha de comando no perfil do game desativa o crossplay — recurso que, desde o lançamento, une usuários de PC, PlayStation e Xbox na mesma partida. A manobra reacende o debate sobre aim assist, equilíbrio competitivo e, claro, o eterno duelo entre mouse/teclado e controle.
Como funciona o “truque” para desligar o crossplay
O streamer Ottr publicou no X (antigo Twitter) o passo a passo: basta abrir o arquivo PROFSAVE_profile em documents/battlefield 6/settings/steam (ou na pasta correspondente ao seu launcher) e acrescentar a linha GstGameplay.CrossPlayEnable 0. Salve, reinicie o jogo e pronto — lobbies somente com jogadores da sua própria plataforma.
A alteração não requer mods nem software externo, mas infringe a regra de convivência nos fóruns oficiais: moderadores do Steam já estão banindo quem ensina o procedimento publicamente. A Electronic Arts, por enquanto, não se pronunciou, mas historicamente defende o crossplay como “parte essencial da experiência”.
Por que tanta gente quer separar PC, PlayStation e Xbox?
• Usuários de mouse e teclado reclamam que o aim assist nos controles facilita demais tiros de precisão, especialmente em distâncias médias.
• Jogadores de console se sentem em desvantagem frente à agilidade e à precisão milimétrica que um bom mouse — como um Logitech G Pro X Superlight ou Razer DeathAdder V3 — proporciona.
• Comunidade competitiva alega que o “campo de batalha” nunca fica nivelado enquanto existirem sistemas de entrada diferentes compartilhando o mesmo lobby.
O resultado? Gerações inteiras de FPS, de Call of Duty a Apex Legends, já implementam opção nativa para ativar ou desativar o crossplay. Battlefield 6 prometeu o mesmo antes de chegar às lojas, mas voltou atrás à última hora.
Vale a pena desligar — mesmo extraoficialmente?
A resposta depende do seu perfil:
Imagem: Internet
- Busca por competitividade pura: sim, você evita a assistência de mira alheia ou a precisão extrema dos periféricos de PC.
- Quer partidas cheias 24/7: não, porque o matchmaking fica mais lento e, em certos horários, o servidor preenche vagas com bots.
Para quem joga no PC, a decisão pode conversar diretamente com upgrades de hardware. Um mouse de alta taxa de polling (1000 Hz ou 8000 Hz), um teclado mecânico hot-swap ou até um monitor de 240 Hz fazem diferença quando você garante que todos os adversários também estão nessas condições. Já no console, usar um controle premium com gatilhos de curto curso — como o DualSense Edge ou o Xbox Elite Series 2 — vira quase obrigatório para enfrentar a mira ultrarrápida dos PCs.
EA promete ajustes, mas sem abrir mão do crossplay
A Electronic Arts confirmou que “reduzirá levemente” a força do aim assist em atualizações futuras, além de revisar o recuo mais suave concedido aos controles. Contudo, não há plano oficial para um botão de on/off de crossplay. Caso a mudança nos arquivos se popularize demais, a publisher pode optar por um bloqueio a nível de servidor — ou, no melhor cenário, entregar a tão pedida opção nativa.
No fim das contas, a pequena linha de código é só mais um capítulo na longa disputa pela paridade entre plataformas. Resta saber se a voz da comunidade falará mais alto do que a estratégia da EA.
Com informações de Adrenaline