O capítulo derradeiro da trilogia de remake de Final Fantasy VII acaba de ganhar contornos épicos. Em entrevista à imprensa internacional durante a semana do Summer Game Fest 2026, o diretor Naoki Hamaguchi revelou que Final Fantasy VII Revelation abolirá o limite de nível, trará Weapons opcionais espalhados pelo mapa-múndi e oferecerá o maior conteúdo de pós-jogo já visto na série. Para quem jogou Remake e Rebirth, as mudanças podem transformar completamente a forma de encerrar – e estender – a jornada de Cloud e companhia.
Fim do teto de nível: agora vai até 99 (ou mais?)
Enquanto Remake e Rebirth estagnavam seu party no nível 50 e estimulavam uma segunda passagem no modo difícil, Revelation liberará a progressão até o nível 99. Na prática, isso significa mais espaço para buildar matérias, sinergias de armas e maximizar atributos sem precisar recomeçar toda a campanha. Para quem curte RPGs de longa duração, é uma carta branca para grindar EXP onde quiser – especialmente no pós-game.
Weapons obrigatórios x opcionais: escolha seu desafio
Os temíveis Weapons, que marcaram o jogo original de 1997, voltam divididos em dois grupos:
- Weapons da história – Enfrentados obrigatoriamente para avançar na campanha.
- Weapons de mundo aberto – Chefes opcionais que aparecem em pontos específicos do mapa. Encará-los é totalmente voluntário, mas recompensador.
Segundo Hamaguchi, cada chefe opcional terá arcos narrativos próprios, seguindo a tradição da Square Enix de transformar lutas secretas em eventos memoráveis. Se você é fã de batalhas colossais como Ruby ou Emerald Weapon, prepare-se para encontros ainda mais elaborados.
Knights of the Round reforçados: summon supremo do endgame
Não bastassem as Weapons, o diretor citou os lendários Knights of the Round como parte do conteúdo de alta dificuldade. A invocação, famosa por dizimar chefes em segundos, deverá ganhar um rework à altura da nova geração de consoles e PCs – expectativa de cenas em 4K, 60 fps (ou mais, dependendo do seu hardware).
Conteúdo pós-jogo maior que 160 horas
Rebirth já exigia cerca de 160 horas para completar todos os objetivos. Com a remoção do limite de nível e a inclusão de múltiplos super-chefes, Revelation tende a superar facilmente essa marca. Em outras palavras, o JRPG deve entregar vida útil de MMO para caçadores de troféus, sem falar nos speedrunners que tentarão quebrar recordes.
Imagem: Internet
Lançamento multiplataforma e o que isso significa para seu setup
A estreia global está marcada para a primavera norte-americana de 2027 (entre março e junho) em PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e no ainda inédito Nintendo Switch 2. Para quem joga no computador, é hora de revisar o hardware: se Rebirth já pedia placa de vídeo equivalente a uma GeForce RTX 2060 para 1080p/60 fps, a chegada de cenários mais extensos pode elevar a régua para GPUs como a RTX 3060 ou Radeon RX 6700 XT. Um SSD NVMe é praticamente obrigatório para acompanhar os loadings dinâmicos e as viagens rápidas pelo enorme mapa-múndi.
Por que você deve ficar de olho
• Progressão sem barreiras: alcance o nível 99 sem recomeçar o jogo.
• Chefes realmente opcionais: lute quando (e se) quiser, com recompensas únicas.
• Rejogabilidade orgânica: em vez de New Game + forçado, você explora missões e segredos após o crédito final.
• Multiplataforma desde o dia 1: liberdade para escolher onde jogar, seja no console ou no PC turbinado.
Com essas adições, Final Fantasy VII Revelation caminha para ser o clímax definitivo do remake, oferecendo conteúdo à altura de três décadas de expectativa dos fãs. Se você estava em dúvida sobre qual RPG reservar na agenda de 2027, aqui está um forte candidato para ocupar dezenas – ou centenas – de horas do seu ano.
Com informações de Adrenaline