Marque no calendário: em 25 de junho de 2027 o Google Earth Pro, versão instalável para Windows, macOS e Linux, deixará de ser distribuído oficialmente. Depois dessa data, o executável some dos servidores do Google e quem não tiver o programa instalado ficará restrito às edições web ou mobile do Earth.
O que muda a partir de 25 de junho de 2027
Até lá, segue tudo igual: downloads normais, atualizações de segurança e suporte básico. Passado o prazo, o app não receberá correções – e novas instalações serão impossíveis sem recorrer a repositórios de terceiros. Segundo o Google, as cópias já instaladas “continuarão funcionando”, mas não há garantia de compatibilidade futura com sistemas operacionais ou drivers de vídeo mais recentes.
Por que o fim do Earth Pro preocupa profissionais e entusiastas
Embora a maioria dos usuários casuais se contente com a versão web, o Earth Pro ainda é a escolha de arquitetos, geógrafos, engenheiros civis e criadores de conteúdo de viagem por pelo menos quatro motivos:
- Exportação de imagens em alta resolução (até 4.800 × 3.200 px) sem marcas-d’água;
- Importação de grandes camadas KML/KMZ e shapefiles, algo mais limitado na web;
- Ferramenta avançada de medição de áreas 3D, útil em planejamento urbano e agrícola;
- Uso offline, vital em campo ou em áreas com conexão precária.
No Reddit e em fóruns de GIS, profissionais relatam que a camada de atributos — aqueles pop-ups com metadados — é exibida de forma menos estável no navegador, afetando análises rápidas.
Alternativas que você pode testar desde já
Caso dependa do Earth Pro, vale reservar os próximos meses para experimentar outras soluções e, de quebra, validar se sua máquina aguenta o tranco:
- ArcGIS Earth — gratuito para visualização, mas com recursos avançados presos a assinaturas Esri;
- CesiumJS + Cesium ion — plataforma open-source para 3D geoespacial que roda no navegador, mas pode exigir um PC com placa de vídeo dedicada;
- NASA WorldWind — veterano de código aberto, com versão desktop e SDKs para Java, Android e web.
Seu hardware está pronto para a era 100 % na nuvem?
Se migrar para o Earth na web ou para outro visualizador 3D em nuvem, o gargalo deixa de ser o armazenamento local e passa a ser a combinação CPU + GPU + banda larga. Camadas 3D via WebGL, por exemplo, rodam de forma bem mais fluida em notebooks com placas GeForce RTX 3050/4050 ou equivalentes da AMD, além de SSD NVMe para carregar texturas em cache.
Imagem: ers Alecrim
Para profissionais que trabalham com modelos de terreno detalhados, investir em um monitor 4K e em um mouse 3D (como os da 3Dconnexion) pode acelerar a curva de adaptação ao futuro pós-Earth Pro — itens que já aparecem entre os mais vendidos da Amazon Brazil nas categorias de periféricos e acessórios para workstation.
Vale a pena baixar enquanto dá?
Sim. Mesmo que você pretenda migrar para a versão web, manter o Earth Pro instalado garante um “plano B” em viagens, em locais sem internet ou em projetos que exijam exportação de imagens em alta resolução. Guarde o instalador atualizado em um backup externo; depois de 2027, encontrar cópias legítimas ficará cada vez mais difícil.
Para quem vive de geodados, o anúncio do Google funciona como um aviso de longo prazo: reorganize fluxos de trabalho, atualize seu hardware e teste alternativas antes que o relógio zere.
Com informações de Tecnoblog