Prepare-se para uma nova onda de celulares que custam (e prometem) tanto quanto um notebook premium. Apple, Samsung e Google devem apresentar seus smartphones dobráveis de próxima geração nas próximas semanas, todos na casa dos US$ 2.000 — cerca de R$ 10 mil na conversão direta. A disputa não é apenas pelo design mais elegante, mas por transformar o telefone em um dispositivo híbrido, capaz de substituir tablets e até notebooks em alguns cenários.
Galaxy Z Fold 8: a resposta coreana chega primeiro
A Samsung agendou o próximo Galaxy Unpacked para 22 de julho, em Londres, e a estrela do evento deve ser o Galaxy Z Fold 8. Segundo fontes de bastidor, o aparelho virá com um visual mais “baixinho e largo”, lembrando o formato do suposto iPhone dobrável. Espera-se:
- Processador Snapdragon 8 Gen 4 ou Exynos equivalente (ainda não confirmado);
- Tela interna de 7,8″ com taxa de 120 Hz;
- 256 GB de armazenamento na versão base, por cerca de US$ 1.999;
- Modo DeX aprimorado, apostando no uso com teclado, mouse e monitor externos.
Para quem joga, a combinação de tela ampla, processador topo de linha e 120 Hz deve garantir desempenho fluido em títulos competitivos. A maior incógnita continua sendo a durabilidade da dobradiça, ponto sensível em gerações anteriores.
iPhone Ultra dobrável: uma década de P&D colocada à prova
Rumores apontam que o iPhone Ultra — primeiro dobrável da Apple — já entrou em produção em massa e será anunciado em setembro. Analisando vazamentos consistentes, o aparelho deve trazer:
- Tela interna de 7,8″ em formato “livro” e externa de 5,5″;
- Novo chip A20 fabricado em 2 nm, com ênfase em IA on-device;
- Touch ID reimaginado na lateral, somado ao Face ID;
- Dobradiça quase “invisível” e prometida para suportar centenas de milhares de ciclos.
O ponto chave é o Apple Intelligence integrado ao iOS 27. A gigante de Cupertino quer que o usuário ligue o aparelho a um teclado Bluetooth e transforme o dobrável em um “mini Mac”. Se a experiência for tão suave quanto o Continuity no MacBook, o efeito aspiracional pode justificar o preço salgado para quem já vive no ecossistema da marca.
Pixel Fold 2 (ou 11 Pro Fold): IA do Google em tela grande
Menos de um mês após a Samsung, o Google realiza o Made by Google em 12 de agosto, em Nova York. A expectativa é a estreia do sucessor do Pixel Fold, possível Pixel 11 Pro Fold, com:
- No mínimo 12 GB de RAM — fundamental para rodar modelos Gemini localmente;
- 256 GB ou 512 GB de armazenamento UFS 4.0;
- Preço que pode superar ligeiramente a marca de US$ 2.000.
O grande diferencial deve ser o conjunto de IA generativa embarcado: tradução em tempo real diretamente na tela interna, edição de imagem via Magic Editor em tamanho quase de tablet e integração profunda com o ecossistema Android para produtividade.
Dobrável a US$ 2.000: faz sentido?
Mesmo para entusiastas hardcore, a etiqueta de R$ 10 mil assusta. No entanto, esses aparelhos entregam:
Imagem: Jny Evans
- Multitarefa de verdade: rodar três apps lado a lado sem engasgos;
- Experiência de tela ampla para jogos competitivos, leitura e streaming em HDR;
- Modo desktop (Samsung DeX, iOS 27, Android 15) para planilhas, apresentações e edição de documentos quando pareados a acessórios vendidos na Amazon, como hubs USB-C e teclados mecânicos compactos;
- Fotografia avançada com sensores maiores, auxiliados por algoritmos de IA.
Com rivais como Honor Magic V2 e OnePlus Open ficando na faixa de US$ 1.499 a US$ 1.799, Apple, Samsung e Google apostam que o acabamento premium, a robustez da dobradiça e serviços de software exclusivos justifiquem a diferença de preço. O sucesso, porém, dependerá da experiência no dia a dia: se o dobrável realmente substituir um tablet ou notebook em viagens e reuniões, pode conquistar executivos, criadores de conteúdo e gamers que carregam periféricos na mochila.
Hinge é o novo “vidro safira”
Mais do que especificações brutas, o componente decisivo será a dobradiça. Após o efeito “uau” inicial, o consumidor quer garantia de que o mecanismo não vai ranger ou acumular poeira em seis meses. Enquanto a Samsung afirma ter aprimorado a resistência com ligas de alumínio aeroespacial, a Apple teria investido em um sistema de engrenagens ocultas para minimizar vinco. O Google, por sua vez, aposta em uma dobradiça reforçada por fibra de carbono.
O que observar antes de colocar no carrinho
Se você está de olho nesses lançamentos — ou considerando modelos já disponíveis na Amazon —, atenção a:
- Garantia e assistência: telas dobráveis exigem reparos especializados;
- Compatibilidade de acessórios: hubs, cases magnéticas e stylus podem ampliar a usabilidade;
- Atualizações de software: Samsung e Google prometem até 7 anos; Apple costuma oferecer mais;
- Peso e espessura: quanto menor, maior o conforto no bolso e na mão.
Independentemente da marca vencedora, 2024 deve redefinir o conceito de “telefone topo de linha”. Se antes a dúvida era entre um flagship de tela plana ou um dobrável de primeira geração, agora a proposta é ser o computador de bolso definitivo. E, claro, quem ganhar essa guerra de US$ 2.000 não leva só o prestígio, mas reforça a ideia de que vale pagar mais por um dispositivo que faz (quase) tudo.
Com informações de Computerworld