A Retroid mal colocou o recém-anunciado Pocket Nova nas prateleiras virtuais e já deixou escapar sua próxima jogada: um console portátil com duas telas previsto para o segundo semestre de 2026. A informação surgiu em resposta a um seguidor nas redes sociais e, ainda que discreta, foi suficiente para incendiar as discussões sobre o futuro da emulação de sistemas como Nintendo DS e 3DS.
O que já é oficial
Por enquanto, a única confirmação vinda da própria Retroid é a janela de lançamento: “segunda metade do ano”. Não há especificações técnicas, conceito de design ou faixa de preço divulgados. Ainda assim, o simples reconhecimento de que o projeto está em andamento reforça a reputação da marca de entregar soluções custo-benefício no segmento de handhelds Android.
Por que duas telas fazem diferença?
Para quem pretende reviver a biblioteca do Nintendo DS ou do 3DS, a experiência com duas telas é — literalmente — game changing. Nesses sistemas, o display inferior sensível ao toque é parte integrante da jogabilidade e da navegação de menus. Adaptar esses títulos a um único painel costuma gerar gambiarras de layout, redução de área útil e até input lag em touch simulados.
Com um design nativamente dual-screen, volta a ser natural alternar o olhar entre mapas, inventários e a ação principal, sem sacrificar conforto nem imersão. Para streamers de jogos retrô, abrir as duas telas também facilita a captura de vídeo, já que cada display pode ser redimensionado ou reposicionado separadamente no software de gravação.
Os rivais já estão na pista
Hoje, quem domina o nicho de portáteis de duas telas é o Ayn Thor. O modelo oferece versões com Snapdragon 865 ou Snapdragon 8 Gen 2, painel OLED de 6 polegadas a 120 Hz e um preço que começa em US$ 259 e pode atingir US$ 579 no topo de linha. Entre as opções mais baratas, o ainda inédito Anbernic RG DS promete ser uma solução compacta, mas nenhum dos dois é (ou será) tão popular quanto um possível Retroid com MSRP agressivo.
O que esperar de hardware e preço
Se a Retroid repetir a estratégia do Pocket Nova — que trouxe processador Helio G99, 8 GB de RAM e construção sólida por uma fração do custo de concorrentes premium — é plausível imaginar um dual-screen na casa dos US$ 199 a US$ 249. Para manter a autonomia em alta, o chipset poderá ficar entre o G99 e algum Snapdragon de série 7 voltado a eficiência. Uma bateria acima de 5 000 mAh, portas USB-C duplas (carregamento e vídeo) e gatilhos analógicos não seriam surpreendentes, já que viraram padrão de mercado.
Imagem: Internet
Impacto para gamers e colecionadores
Não se trata apenas de nostalgia: uma máquina multi-sistema com duas telas pode ser o hardware ideal para quem quer um dispositivo “tudo-em-um”. Imagine alternar entre The Legend of Zelda: Phantom Hourglass, Pokémon Black 2 e títulos de PSP ou até GameCube no mesmo bolso, sem necessidade de adaptações sofridas no layout.
Além disso, modelos que equilibram potência e preço costumam dominar o ranking de “mais vendidos” e ganham destaque automático no Google Discover e Google News, abrindo porta para reviews, unboxings e, claro, oportunidades de upgrade de acessórios como cartões microSD de alta velocidade, cases e gamepads Bluetooth.
Enquanto aguardamos detalhes oficiais sobre tela, chipset e faixa de preço, uma coisa parece certa: a Retroid quer repetir o sucesso do Pocket Flip 2 e do Pocket Nova, agora entregando a experiência de duas telas sem exigir que o consumidor abra mão do bolso — ou do bolso da calça.
Com informações de Adrenaline