Prepare o seu grupo de aventureiros: depois do estrondoso sucesso de Baldur’s Gate 3, a Hasbro e a Wizards of the Coast decidiram voltar às raízes da saga e anunciaram remakes completos de Baldur’s Gate 1 e 2. A produção contará com o veterano Kevin Martens — designer dos clássicos originais na BioWare — no comando criativo, segundo apuração da PC Gamer.
Por que isso importa agora?
Baldur’s Gate sempre foi sinônimo de RPG para PC, mas os capítulos lançados entre 1998 e 2001 foram construídos sobre a antiga Infinity Engine. Embora as Enhanced Editions de 2013 tenham tornado os títulos compatíveis com hardware recente, elas mantiveram interfaces datadas e sistemas baseados na 2ª edição de Dungeons & Dragons (AD&D). Ao migrar para tecnologias gráficas atuais e adotar as regras da 5ª edição de D&D — as mesmas de BG3 —, os remakes prometem:
- Modelos 3D detalhados, efeitos de luz modernos e resoluções que acompanham monitores 4K.
- Interface redesenhada para mouse, teclado e, possivelmente, controle.
- Mecânicas mais acessíveis para novatos sem sacrificar a profundidade tática amada pelos veteranos.
O retorno do mestre
Kevin Martens não é apenas “mais um dev”. Ele ajudou a moldar a narrativa da Bhaalspawn Saga, colaborou em Neverwinter Nights, Mass Effect e, já na Blizzard, liderou design em Diablo III. Essa bagagem reforça a expectativa de roteiros fiéis, porém refinados, e sistemas balanceados para o padrão de 2025 em diante.
Dois projetos, um lançamento simultâneo?
Fontes ligadas ao estúdio revelam que Martens estaria focado principalmente em Baldur’s Gate 2, mas um time paralelo avança na reimaginação do primeiro jogo. A ideia seria lançar ambos quase ao mesmo tempo, criando uma “coleção definitiva” que sirva de aquecimento para um futuro Baldur’s Gate 4.
Regras atualizadas: o que muda na prática?
Se você jogou BG3, já conhece a 5ª edição de D&D: rolagens de 20 lados determinam sucesso em ataques, testes de perícia e salvamentos. Traduzido ao gameplay, isso significa:
- Ações e ações bônus em vez de múltiplos ataques por rodada baseados em THAC0.
- Descanso curto/longo para recuperação de recursos — adeus a memorização rígida de magias por nível.
- Talentos, subclasses e progressão simplificada sem abrir mão de personalização.
Para quem nunca encarou AD&D, a curva de aprendizado será muito mais suave. Já os puristas ganham novos desafios em dificuldades elevadas que podem recriar a experiência clássica.
O visual: adeus, Infinity Engine
Embora o motor gráfico ainda não tenha sido confirmado, rumores indicam uma tecnologia proprietária da Wizards ou a adoção da Unreal Engine 5. Isso abre portas para:
Imagem: Internet
- Ray tracing em reflexos de água e feitiços de fogo reproducionando iluminação global.
- Texturas de alta definição que pedem GPUs modernas — se você tem uma NVIDIA GeForce RTX 4060 ou equivalente AMD, já está no ponto.
- Suporte nativo a monitores ultrawide e taxa de quadros destravada, beneficiando quem investe em monitores de 144 Hz ou superiores.
Comparativo rápido: Enhanced Edition vs. Remake
| Característica | Enhanced Edition (2013) | Remake (TBA) |
|---|---|---|
| Motor gráfico | Infinity Engine revisado | Novo motor (Unreal 5? Proprietário?) |
| Sistema de regras | AD&D 2ª edição | D&D 5ª edição |
| Resolução | Até 1080p | 4K nativo, ultrawide |
| Plataformas esperadas | PC, iOS, Android | PC, PS5, Xbox Series, Switch 2? |
Impacto para o jogador de hoje
Com BG3 ainda reinando nas premiações, a volta dos primeiros capítulos em forma de remake pode:
- Oferecer centenas de horas de campanha coesa, do prólogo da Bhaalspawn até o trono de Bhaal, com gráficos e sistemas unificados.
- Servir de ponte perfeita para quem conheceu a franquia apenas pelo terceiro jogo — imagine importar decisões entre títulos com saves compartilhados via nuvem.
- Aquecer mercado de hardware: expectativa de configuração recomendada com CPU de 8 núcleos e placas de vídeo com 8 GB VRAM ou mais — notícia boa para quem está de olho em processadores Ryzen 5 7600 ou Intel Core i5 13400.
Quando e quanto?
Datas e preços ainda não foram oficializados. Porém, a lógica de mercado sugere lançamento multiplataforma entre 2025 e 2026, possivelmente em pacotes individuais ou coletânea premium com trilha sonora remasterizada, artbook digital e — quem sabe — miniaturas oficiais de Bhaal para os colecionadores de plantão.
O caminho para Baldur’s Gate 4
Fontes próximas à Hasbro afirmam que esses remakes são mais do que nostalgia: eles funcionariam como um “soft reboot” da franquia, alinhando lore e regras para pavimentar um Baldur’s Gate 4 totalmente novo. A Larian Studios, porém, não estaria envolvida. Ainda não se sabe qual estúdio assumiria o quarto jogo, mas a presença de Kevin Martens indica que o legado BioWare permanece vivo.
Em resumo, se você é fã de RPGs isométricos, fique atento: 2025 pode ser o ano em que revisitaremos Candlekeep, Beregost e Amn com visual de tirar o fôlego — e, claro, será um ótimo pretexto para turbinar seu setup.
Com informações de Adrenaline