Um dono de Samsung Galaxy S25 FE acordou no meio da madrugada com um susto: o smartphone, que estava conectado à tomada, explodiu e lançou estilhaços de metal e plástico pelo quarto. O caso aconteceu no Canadá e rapidamente viralizou no Reddit, levantando de novo o debate sobre a segurança das baterias de íons de lítio que equipam praticamente todos os celulares atuais.
O que aconteceu no momento da explosão
• O aparelho estava em uso há cerca de seis meses e fora adquirido por meio da operadora Virgin.
• Segundo o relato, o S25 FE repousava sobre o colchão, sem travesseiros ou cobertores por cima, mas protegido por uma capa de couro tipo carteira.
• Dentro do compartimento da capa havia moedas metálicas – um detalhe que os especialistas agora analisam como possível gatilho do curto-circuito.
• O carregamento era feito com o cabo original Samsung, porém em um adaptador USB-PD de 20 W de outra marca.
O proprietário sofreu uma queimadura leve no pescoço e já abriu protocolo de atendimento com a Samsung. Até o fechamento desta matéria, a fabricante sul-coreana não havia comentado publicamente o caso.
Entendendo o risco: por que baterias de íons de lítio podem entrar em combustão
Baterias modernas armazenam alta densidade de energia em um espaço minúsculo. Quando a integridade física da célula é comprometida — seja por shorts internos, calor excessivo ou perfuração — ocorre a chamada fuga térmica. Essa reação em cadeia eleva rapidamente a temperatura, gerando fumaça, chamas e, em casos extremos, explosão.
No episódio canadense, três fatores chamam a atenção:
1. Elementos condutores soltos: as moedas dentro da capa podem ter pressionado o chassi e danificado o isolante da bateria.
2. Isolamento térmico: o couro retém calor, impedindo a dissipação natural durante a recarga.
3. Carregador de terceiros: embora compatível com o padrão USB-PD, nem todos os adaptadores mantêm o mesmo rigor de proteção contra sobretensão.
Como reduzir (muito) a chance de acidentes
1. Use adaptadores certificados com proteção contra sobrecorrente e sobretensão. Modelos de 25 W ou 30 W com chips E-Marker e certificação UL já estão na casa dos R$ 100.
2. Prefira cabos USB-C com certificação USB-IF — eles identificam corretamente o perfil de energia.
3. Evite armazenar cartões metálicos, moedas ou chaves na mesma capa do celular.
4. Durante a recarga, coloque o aparelho sobre superfícies planas e rígidas, que ajudem na dissipação de calor.
5. Atualize sempre o software: fabricantes costumam liberar patches que afinam o gerenciamento térmico da bateria.
Imagem: William R
Comparando com gerações anteriores e rivais
• O Galaxy S25 FE usa uma bateria de 4.700 mAh com suporte oficial a 25 W, mesma potência do S24 FE e inferior aos 45 W do Galaxy S25 padrão.
• Concorrentes como o Pixel 9 carregam a 30 W, mas trazem sensores de temperatura dedicados para desligar o circuito em caso de anomalia.
• iPhones da série 15 adotaram sensores de corrente independentes para cada célula da bateria, o que reduz pontos de falha.
Ou seja, potência de carregamento não é sinônimo direto de risco: a diferença está na qualidade dos componentes de proteção e na calibração do sistema.
O que esperar da Samsung a partir de agora
A marca costuma conduzir investigações internas sempre que surge um incidente isolado, coletando o dispositivo para análise de laboratório. Se o problema for atribuído a defeito de fabricação, o histórico indica substituição imediata do aparelho e, em casos raros, recall de lote. Até lá, vale acompanhar o desenrolar do caso e, claro, adotar as boas práticas de recarga em qualquer smartphone — seja ele Samsung, Apple ou Xiaomi.
No cenário de eletrônicos portáteis, segurança e conveniência caminham lado a lado. Investir em acessórios certificados e observar pequenos detalhes, como não deixar objetos metálicos próximos à bateria, é uma etapa simples que pode evitar grandes dores de cabeça.
Com informações de Hardware.com.br