O primeiro smartphone dobrável da Apple pode chegar às lojas em 2026 batizado de iPhone Ultra – e não “Fold”, como se imaginava. A informação, atribuída ao conhecido leaker Digital Chat Station, faz eco a rumores anteriores e reforça a ideia de que a Apple prepara uma nova camada “Ultra” acima da linha Pro, alavancando preços e exclusividade em todo o portfólio.
Por que “Ultra” e não “Fold”?
Do ponto de vista de branding, a palavra “Ultra” conversa diretamente com a estratégia que a Apple vem ensaiando desde o Apple Watch Ultra e o M2 Ultra. Em vez de destacar o formato dobrável – algo que os concorrentes já fazem há cinco anos –, a gigante de Cupertino pretende sublinhar a ideia de produto máximo, com hardware premium e, claro, ticket médio mais alto.
Na prática, a Apple sinaliza que o dobrável fará parte de um clubinho seleto, possivelmente acima dos futuros “iPhone 18 Pro Max”, seguindo a linha hipotética:
• AirPods Ultra • MacBook Ultra • iPhone Ultra
Conjunto de telas deve ficar entre Galaxy Z Fold 5 e Pixel Fold
Os vazamentos mais recentes indicam uma tela externa de 5,5″ e display interno de 7,8″, abrindo no formato “livro” semelhante ao Galaxy Z Fold 5 (6,2″ + 7,6″). Em outras palavras, o iPhone Ultra seria ligeiramente mais compacto fechado, mas com área útil interna maior que a do Pixel Fold (7,6″).
Se a Apple mantiver a tradição, podemos esperar painel OLED LTPO com ProMotion a 120 Hz, algo já presente nos iPhones Pro. Isso colocaria o dobrável em vantagem frente ao Pixel Fold (90 Hz) e no mesmo patamar do Z Fold 5.
Chip A18 ou A19? O que esperar de desempenho
Fontes ligadas à cadeia de suprimentos afirmam que o chipset, formato final do chassi e faixa de preço já estariam “carimbados” internamente. Pela janela de lançamento em 2026, o modelo deve estrear com um futuro A18 Pro ou até A19 Pro, fabricado em 2 nm, prometendo a mesma eficiência energética vista no Apple Silicon para Macs. Isso pode resultar em vantagens claras para quem joga, edita vídeos em 4K ou usa machine learning local no aparelho.
Recursos que podem ficar de fora – e por quê
Nem tudo, porém, soa “Ultra”. Vários insiders mencionam a ausência de MagSafe e até de Face ID no display principal, possivelmente para economizar espaço interno. Além disso, rumores falam em uma câmera traseira a menos em relação aos iPhones Pro. Se confirmados, esses cortes levantam dúvidas sobre o sufixo “Ultra”, mas não anulam a expectativa de um salto no design de interface, multitarefa e continuidade entre telas.
Imagem: Internet
Impacto prático para jogos, produtividade e fotografia
• Jogos: Uma GPU de última geração aliada ao chip de 2 nm pode oferecer gráficos de console em 120 fps, aproveitando a tela expansiva de 7,8″.
• Produtividade: A Apple deve levar a experiência “Stage Manager” do iPad OS para o iPhone Ultra, possibilitando janelas redimensionáveis e suporte aprimorado a teclado e mouse Bluetooth.
• Fotografia: Mesmo com uma lente a menos, espera-se sensor principal maior – rumores citam 48 MP com estabilização avançada – e algoritmos da Photonic Engine para reduzir ruído em pouca luz.
Quando chega às lojas?
Relatos vindos da Foxconn apontam que os primeiros protótipos estão em testes de durabilidade da dobradiça. Problemas mecânicos podem empurrar o cronograma, mas a meta interna continua sendo o 2º semestre de 2026, período em que o Galaxy Z Fold 8 já deverá estar no mercado. Ou seja, a Apple só entrará na briga quando acreditar que pode entregar algo mais polido que a concorrência.
Competidores já planejam seus “Ultra”
Segundo o mesmo vazamento, marcas chinesas como Xiaomi, OPPO e Honor cogitam adotar o sufixo “Ultra” em futuros dobráveis para surfar na onda de marketing da Apple. A estratégia deve acirrar a batalha por preços, telas maiores e câmeras periscópicas.
O que observar até 2026
• Produção em massa de glass cover ultrafino (UTG) de geração 3 ou 4.
• Evolução de algoritmos de dobra para minimizar vincos.
• Integração total com o ecossistema Apple (Continuity, Apple Silicon, iCloud).
• Políticas de preço: o iPhone Ultra pode ultrapassar a barreira dos US$ 2.000, mirando entusiastas e criadores de conteúdo que valorizam um “mini-iPad” no bolso.
Ainda que mudanças de última hora sejam comuns na Apple – lembre que o “iPhone 15 Ultra” virou “15 Pro Max” na reta final –, o nome iPhone Ultra ganha força e, se mantido, inaugura uma nova era de dispositivos topo de linha dentro do ecossistema da maçã.
Com informações de Mundo Conectado