Se você está de olho em trocar de smartphone sem estourar o orçamento, vale prestar atenção ao iPhone 14. O modelo lançado em 2022 acaba de assumir a liderança de buscas entre celulares seminovos no Brasil em 2025, segundo levantamento da Trocafone. Não é exagero: o aparelho superou clássicos como iPhone 11 e 13 — que, até então, reinavam absolutos nesse segmento.
Por que o iPhone 14 está bombando no mercado de usados?
O primeiro motivo é direto no bolso. Encontrado entre R$ 2.100 e R$ 2.800 em marketplaces como OLX e Mercado Livre, o iPhone 14 de 128 GB custa hoje até 65% menos que o preço de estreia (R$ 7.599). É praticamente o ponto de entrada mais acessível da Apple para quem quer navegar em rede 5G e desfrutar do chip A15 Bionic, ainda potente o bastante para editar vídeos em 4K e rodar jogos pesados como Genshin Impact.
Outro atrativo está na longo prazo de suporte. A Apple garante atualizações de iOS até, pelo menos, 2029, garantindo que o usuário receba novos recursos e correções de segurança – um diferencial importante para 43,9% dos compradores de seminovos, de acordo com pesquisa da CNDL.
Modelo padrão x versões Pro e Max: custo-benefício vence ostentação
Na vitrine de usados, o iPhone 14 “padrão” exibe 14% a mais de interesse que as variantes Pro e Pro Max. Há dois fatores decisivos:
- Manutenção mais em conta: telas e baterias para o modelo base custam menos do que as versões com painel ProMotion.
- Valor de revenda estável: mesmo depreciado, o aparelho mantém liquidez, algo essencial para quem troca de celular a cada 2–3 anos.
Como ele se compara com intermediários Android de 2025?
Em performance, o chip A15 Bionic ainda bate de frente com o Snapdragon 7+ Gen 2 presente em modelos como Galaxy A55 e Poco F5. Nos testes de benchmark single-core, o A15 segue 20–25% à frente, refletindo em maior folga para multitarefa. Já a câmera dupla de 12 MP (f/1.5) pode parecer modesta no papel, mas continua entregando fotografia noturna equilibrada e gravação em Dolby Vision — recursos que muitos intermediários não oferecem.
Na autonomia, a bateria de 3.279 mAh não é gigante, mas aliada à otimização do iOS costuma render um dia inteiro de uso misto. Quem busca mais amperagem pode até se seduzir pelo Galaxy M55 (5.000 mAh), mas terá de abrir mão do ecossistema Apple e do iMessage, ainda desejado por muitos usuários.
Imagem: William R
Mercado aquecido pelo efeito “Apple volta ao topo”
Relatório da Counterpoint Research de janeiro de 2026 mostra que a Apple retomou a liderança global de vendas – um feito que respinga diretamente no setor de recondicionados. Com a marca em alta, cresce a confiança do consumidor em modelos de gerações anteriores. Para quem quer status de maça mordida sem desembolsar mais de R$ 4.000 pelos recém-chegados iPhone 16 e 17, o iPhone 14 aparece como escolha quase óbvia.
Vale a pena em 2025?
Se seu objetivo é equilibrar câmeras competentes, 5G, desempenho de sobra e preço acessível, o iPhone 14 é, hoje, a porta de entrada mais racional no universo Apple. A forte procura indica que estoque em bom estado não deve durar muito tempo. Fique atento a vendedores verificados e priorize anúncios com nota fiscal para garantir procedência – requisito considerado crucial por quase metade dos compradores de seminovos.
No fim das contas, a combinação de suporte longevo, potência do A15 Bionic e preço já “amadurecido” torna o iPhone 14 o verdadeiro sweet spot do mercado de usados em 2025. Se você estava esperando o momento certo para migrar ou atualizar seu iPhone antigo, talvez ele tenha chegado.
Com informações de Hardware.com.br