Prepare-se para uma virada de chave no ecossistema Apple. Informações recém-descobertas nos bastidores da TSMC e em códigos beta do iOS indicam que os futuros M5 Pro e M5 Max adotarão um design chiplet em 2,5 D (SoIC-MH), abandonando a embalagem InFO utilizada desde o M1. A mudança pode liberar mais núcleos de CPU e GPU, reduzir defeitos de fabricação e, de quebra, colocar os próximos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas em outro patamar de performance — sem sacrificar a eficiência energética que tornou o silício da Apple referência.
Por que a Apple está migrando para chiplets?
Desde 2020, quando a AMD popularizou o conceito nos Ryzen e Threadripper, o chiplet virou a solução preferida para driblar limitações físicas dos wafers de 5 nm (e menores). O encapsulamento 2,5 D da TSMC posiciona diferentes blocos lógicos em um substrato interposer ultrafino, reduzindo percurso de sinais, dissipando calor de forma mais homogênea e permitindo combinar dies com litografias distintas.
No caso do M5, a Apple pode separar clusters de CPU (núcleos de alta performance e de eficiência) em um die e unidades de GPU em outro. Isso destrava escalabilidade sem os custos astronômicos de um grande die monolítico, prática que já pressiona yields em processadores como o M4 Max.
Até onde os núcleos podem chegar?
As gerações atuais param em 14 núcleos de CPU e 40 de GPU (M3/M4 Max). Com chiplets, analistas projetam cenários como:
- M5 Pro: até 16 núcleos de CPU + 32 núcleos de GPU.
- M5 Max: 20-24 núcleos de CPU + 48-64 núcleos de GPU.
Mesmo sem números oficiais, o simples ato de separar lógica e gráficos já reduziria gargalos térmicos, permitindo clocks mais altos. Para profissionais de vídeo, renderização 3D ou desenvolvimento com machine learning — públicos-alvo do MacBook Pro — o ganho deve traduzir-se em compilações mais rápidas, export de vídeos em menor tempo e experiências de IA locais mais responsivas.
Impacto prático para quem joga ou trabalha pesado
Nos testes atuais, o M4 Max empata ou supera GPUs equivalentes da NVIDIA na faixa da RTX 4070 Laptop em softwares otimizados para Metal. Caso o M5 Max salte para 60 núcleos de GPU, isso colocaria o MacBook Pro na briga direta com placas como a RTX 4080 Laptop — mas com consumo próximo de 120 W, contra 175 W dos notebooks gamers tradicionais. Em um cenário de render farms portáteis ou streamers que editam em 4K/8K, essa relação desempenho por watt pode ser decisiva.
Pro ou Max? A polêmica do “mesmo chip”
Trechos encontrados no iOS 26.3 Beta não mencionam explicitamente um “M5 Pro”, levantando a hipótese de o modelo ser, na prática, um M5 Max com núcleos desabilitados — estratégia semelhante à NVIDIA ao transformar a mesma GPU em RTX 4090 ou 4080, dependendo da ativação de CUs. Isso daria à Apple mais flexibilidade de estoque e preços, barateando o MacBook Pro de entrada sem perder margem.
Imagem: Internet
Concorrência no retrovisor
Intel e Qualcomm (com o recém-lançado Snapdragon X Elite) correm para entregar eficiência em PCs com Windows on Arm, enquanto a AMD anunciou o Strix Point para 2025. A adoção de chiplets coloca a Apple novamente um passo à frente, já que, além de controlar hardware e software, agora também modulará componentes internos conforme a necessidade de produto — seja Mac mini, iMac ou até um futuro MacBook Air “Pro”.
Quando vamos saber tudo?
Rumores apontam um evento especial em março, período em que a Apple costuma atualizar sua linha de computadores. Se confirmada a estreia do M5 Pro/Max nessa janela, os novos MacBook Pro podem chegar às lojas antes do início do segundo semestre, alinhados ao cronograma de volta às aulas nos Estados Unidos.
Para quem avalia trocar o desktop Windows de alto consumo por um notebook potente, compacto e silencioso, vale ficar de olho: o salto prometido pelo design chiplet pode ser justamente o diferencial que faltava para justificar o investimento em um MacBook Pro de próxima geração.
Com informações de Mundo Conectado