Os próximos MacBooks Pro de 14 e 16 polegadas podem marcar a maior virada de engenharia desde o início da era Apple Silicon. Rumores cada vez mais consistentes indicam que os chips M5 Pro e M5 Max abandonarão o encapsulamento InFO e migrarão para um design 2.5D chiplet da TSMC, permitindo mais núcleos de CPU e GPU sem aumentar o calor – notícia que já faz desenvolvedores, criadores e gamers de plantão começarem a calcular um eventual upgrade.
Por que a Apple decidiu trocar o InFO pelo chiplet?
Até o M4, a Apple empilhava CPU, GPU, memória e controladores em um único pedaço de silício. Esse arranjo monolítico simplifica a comunicação interna, mas dificulta a dissipação térmica e eleva a taxa de defeitos: basta um minúsculo erro em qualquer bloco para que todo o wafer vá para o lixo. O novo pacote 2.5D, batizado de SoIC-MH pela TSMC, distribui blocos de lógica em “pastilhas” menores—os chiplets—interligados por microvias de alta largura de banda. Resultado: menor desperdício na fabricação, temperatura mais controlada e espaço para escalar o número de núcleos.
Quantos núcleos estamos falando?
Hoje, o M3 Max e o ainda inédito M4 Max ficam limitados a 14 núcleos de CPU e 40 de GPU. Com a nova topologia, analistas de semicondutores apontam que o M5 Max pode ultrapassar facilmente a barreira de 16 ou até 20 núcleos de CPU e mais de 48 núcleos de GPU, enquanto o M5 Pro herdaria parte desse fôlego extra, talvez com números próximos ao antigo “Max”. Para quem compila código pesado, renderiza em 4K ou roda múltiplas máquinas virtuais, a promessa é de ganhos de +25 % a +40 % de performance bruta em cenários multithread, mantendo (ou até reduzindo) o consumo energético — crucial para notebooks.
Impacto prático: o que muda na sua rotina?
- Edição de vídeo e 3D: mais núcleos gráficos significam encodes ProRes e renderizações no Blender ou DaVinci Resolve terminando minutos antes.
- Jogos via macOS ou nuvem: larguras de banda maiores reduzem gargalos na GPU; títulos como Baldur’s Gate 3 ou Resident Evil Village tendem a rodar com mais quadros por segundo em 1080p/1440p nativo.
- Machine Learning on-device: a Apple deve ampliar também a Neural Engine. Modelos locais — de redução de ruído a geração de imagens — devem processar mais rápido sem depender tanto da nuvem.
- Portabilidade e bateria: chiplets isolam áreas que esquentam menos, permitindo que o turbo boost fique ativo por mais tempo sem ligar o cooler em full. Menos ruído e mais horas longe da tomada.
M5 Pro pode ser “M5 Max Light”?
Trechos de código no iOS 26.3 Beta, vasculhados pelo canal Max Tech, mostram referências apenas ao “M5 Max”. A ausência da sigla “M5 Pro” sugere que a Apple pode, na prática, usar o mesmo silício e desativar alguns núcleos para criar um SKU mais barato — estratégia comum em processadores AMD e Intel. Se isso se confirmar, futuros compradores de MacBook Pro de entrada ganharão um salto de performance quase sem precedentes, pagando bem menos que na versão topo de linha.
Comparativo rápido: Apple vs. concorrentes em chiplet
• AMD Ryzen 7000/Threadripper: há anos adota chiplets para CPUs desktop, entregando até 96 núcleos.
• Intel Core Ultra (Meteor Lake): separa blocos de CPU, GPU e NPU, mas ainda luta com custos.
• Apple M5: promete integração vertical única: CPU, GPU, Neural Engine e memória unificada em chiplets, mantendo baixa latência graças ao barramento interno proprietário.
Imagem: Internet
Quando os novos MacBooks Pro chegam?
Fontes de cadeia de suprimentos preveem um evento especial em março, período em que a Apple costuma atualizar Macs profissionais. Se o rumor se materializar, veremos os primeiros notebooks com Tela Mini-LED de 120 Hz casando com um M5 em chiplet — combinação interessante para quem pensa em trocar de máquina antes do segundo semestre e quer se manter na crista das atualizações de IA generativa que devem estrear no macOS 15.
Fato é que a mudança para chiplets não é apenas um upgrade de especificação — é uma estratégia fundamental para manter o ritmo de inovação sem explodir o consumo ou o preço final. Se você depende de alto desempenho, vale segurar a ansiedade por mais algumas semanas antes de bater o martelo em um novo Mac.
Com informações de Mundo Conectado