O renascimento do vinil acaba de ganhar dois novos protagonistas. A Sony anunciou os toca-discos PS-LX3BT e PS-LX5BT, modelos totalmente automáticos que unem a experiência analógica do disco de 12” à conveniência do streaming sem fio em hi-res. Ambos chegam primeiro aos EUA ainda no primeiro semestre por US$ 399,99 e US$ 499,99, respectivamente. Mas, além do preço, o que realmente separa essas duas opções — e como elas se posicionam frente a rivais populares como o Audio-Technica AT-LP120XBT-USB e o Pro-Ject T1 BT?
Por que este lançamento interessa?
2023 marcou o maior volume de vendas de vinil desde 1988, e a Sony quer uma fatia desse bolo. Ao adicionar Bluetooth aptX Adaptive (96 kHz/24 bits), a marca mira quem quer ouvir discos em caixas sem fio, soundbars ou fones premium, sem renunciar à qualidade.
Anatomia dos novos toca-discos
Os dois aparelhos são visualmente parecidos, com gabinete minimalista, tampo em acrílico e operação 100 % automática: um botão coloca e recolhe o braço, simplificando a vida de iniciantes.
- Bases automáticas: velocidades de 33⅓ e 45 rpm, seletor de diâmetro (7” ou 12”), parada automática.
- Saídas: RCA (linha ou phono), USB para ripar LPs e Bluetooth aptX Adaptive.
- Pré-amplificador interno com três níveis de ganho, dispensando receiver dedicado.
PS-LX3BT x PS-LX5BT: a diferença que faz sentido?
Embora compartilhem a mesma plataforma, o LX5BT traz refinamentos que podem significar som mais limpo e menor desgaste do disco.
| Característica | PS-LX3BT | PS-LX5BT |
|---|---|---|
| Preço (EUA) | US$ 399 | US$ 499 |
| Cápsula | Ímã móvel, força 3,5 g | Ímã móvel de alta precisão, força 2,0 g |
| Prato | Alumínio prateado | Alumínio preto + borracha espessa |
| Cabos RCA | Fixos | Destacáveis |
| Componentes eletrônicos | Padrão | Grau audiófilo (ruído reduzido) |
Na prática, a força de rastreamento mais leve do LX5BT (2 g) tende a preservar melhor sulcos delicados de LPs raros, enquanto o prato amortecido ajuda a conter vibrações. Para o ouvinte casual, o LX3BT já entrega o essencial — mas, se o orçamento permitir o salto de 100 dólares, os benefícios técnicos do LX5BT valem a consideração.
Conexão sem fio em alta resolução
Graças ao aptX Adaptive, ambos os modelos transmitem em até 24 bits/96 kHz — bitrate superior ao aptX HD de 48 kHz encontrado em rivais da Audio-Technica. Se você possui um fone over-ear como o Sony WH-1000XM5 ou caixas compatíveis com o codec, extrairá o máximo do vinil sem cabo pendurado pela sala.
USB para digitalizar sua coleção
Bastam um clique e um software gratuito (ex.: Audacity) para converter LPs em WAV ou FLAC. A função é idêntica nos dois toca-discos, rivalizando com o que o Pro-Ject T1 BT oferece, mas com preço mais acessível.
Imagem: Internet
Limitações que você precisa saber
- Sem upgrades de cápsula: apenas a assistência Sony pode substituir a agulha, e cartridges de terceiros (Ortofon, Audio-Technica) não encaixam.
- Braço sem ajustes finos: não há contrapeso tradicional, algo que puristas valorizam.
Se você é entusiasta que pretende experimentar agulhas diferentes ou ajustar VTA/anti-skate, talvez prefira plataformas semiautomáticas como o AT-LP120XBT-USB, que custa por volta de US$ 349 na Amazon.
Contexto corporativo: Sony + TCL no radar
O anúncio acontece enquanto a Sony negocia uma joint venture com a TCL nos segmentos de TV e áudio doméstico. A parceria pode acelerar a chegada dos toca-discos a mercados emergentes (incluindo o Brasil) ou até redefinir a linha em futuras gerações.
Vale a pena ficar de olho?
Para quem quer entrar no universo do vinil sem complicar a sala com cabos — e ainda manter a biblioteca em streaming graças ao Bluetooth hi-res — o PS-LX3BT é uma porta de entrada sólida. Já o PS-LX5BT agrada colecionadores dispostos a pagar pouco mais para garantir rastreamento delicado e circuitos de menor ruído.
Ambos chegam ao mercado norte-americano ainda no primeiro semestre; a Sony Brasil não confirmou disponibilidade local, mas a expectativa é que o lançamento ocorra após a consolidação da joint venture.
Com informações de Mundo Conectado