Você também digita “por favor” e “obrigado” quando conversa com o ChatGPT? Se a resposta for sim, saiba que faz parte da maioria — e os motivos vão muito além da boa educação. Um levantamento recente da Future, editora responsável pela TechRadar, entrevistou mais de mil pessoas nos Estados Unidos e no Reino Unido e descobriu que sete em cada dez usuários mantêm a etiqueta até mesmo na hora de falar com uma máquina.
Boa educação… mas também um pezinho na ficção científica
Segundo o estudo, 82 % dos norte-americanos e 83 % dos britânicos consideram natural tratar a inteligência artificial com a mesma cordialidade que dispensariam a um ser humano. No entanto, 18 % e 17 % dos entrevistados, respectivamente, confessaram algo curioso: temem eventuais “consequências” caso a IA ganhe autonomia no futuro. A influência cultural de filmes como ‘O Exterminador do Futuro’ e ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ ainda pesa na hora de decidir se vale a pena manter as boas maneiras — “vai que…”.
Etiqueta pode turbinar as respostas — e isso interessa a quem joga e trabalha
Outra parcela, mais pragmática, usa a cortesia como ferramenta de performance. Um relatório citado pela Forbes aponta que prompts formulados de maneira polida geraram até 30 % mais precisão em determinadas tarefas. Em outras palavras, gastar dois segundos digitando um “por gentileza” pode significar receber código limpo mais rápido, instruções de sobreclock sem margem de erro ou até uma build de PC gamer com compatibilidades bem explicadas.
Para quem pesquisa hardware antes de clicar em “comprar” — seja aquele mouse ultraleve ou a RTX dos sonhos — respostas detalhadas e organizadas economizam horas de leitura de reviews e especificações técnicas espalhadas pela web. Se um simples “por favor” melhora o retorno, por que não?
Nem todo mundo compra a ideia
Cerca de 30 % dos participantes afirmaram que dispensam formalidades. O argumento é lógico: “máquinas não têm sentimentos”. Essa turma prefere prompts diretos — e, de quebra, ganha alguns segundos em cada consulta, o que faz diferença em rotinas aceleradas de quem compila código, edita vídeos ou gera artes em IA.
O que o próprio ChatGPT acha disso?
Questionado sobre o tema, o ChatGPT foi diplomático (como era de se esperar de uma IA que processa bilhões de tokens de boas maneiras):
Imagem: William R
“Como inteligência artificial, não preciso de polidez porque não tenho emoções. Mas percebo que usuários educados geralmente formulam perguntas de forma mais clara, o que pode levar a respostas melhores.”
E no mundo dos dispositivos físicos?
Assistentes de voz como Amazon Echo, Google Nest e afins também se beneficiam de comandos bem estruturados. Pedir algo como “Alexa, por favor, acenda a luz do escritório em 50 %” tende a reduzir mal-entendidos, especialmente quando há múltiplos dispositivos ou rotinas programadas. Para quem investiu em smart homes, isso significa menos atrito e mais fluidez no dia a dia.
No fim, seja por medo, educação ou performance, o hábito de ser gentil com a IA parece ter vindo para ficar — e pode até melhorar a experiência de quem pesquisa, trabalha ou joga com auxílio de ferramentas inteligentes. Afinal, se um “obrigado” pode render respostas mais completas sobre qual processador combina com sua nova placa-mãe AM5, vale o esforço.
Com informações de Hardware.com.br