A Tecno acaba de lançar o Pova 8, sucessor direto do Pova 7, mirando nos gamers que não querem ficar presos ao carregador. O novo modelo combina uma bateria de 8.000 mAh – maior que muitos power banks de bolso – com o inédito Alive Matrix Display, um painel de pontos de LED embutido onde antes havia uma “lente falsa”. Mas as novidades vão além: tela de 144 Hz, chip MediaTek Dimensity 7100 e preço abaixo dos R$ 1.800 (conversão direta) prometem mexer com o segmento de intermediários turbinados.
Bateria de 8.000 mAh certificada para 2.000 ciclos
O número impressiona: enquanto boa parte dos concorrentes – como o Galaxy M55 ou o Redmi Note 13 Pro – estaciona nos 5.000 mAh, o Pova 8 coloca 60% a mais de capacidade na conta. Segundo a Tecno, o componente mantém ao menos 80% da saúde depois de 2.000 ciclos completos, algo que, na prática, cobre quatro a cinco anos de uso intenso.
O carregamento por fio subiu para 45 W (de 1 a 50% em cerca de 35 min). Há ainda carregamento reverso de 10 W, suficiente para socorrer fones Bluetooth ou outro smartphone. O suporte a carregamento sem fio de 30 W, presente no Pova 7, foi sacrificado para manter o preço competitivo.
Alive Matrix: a “terceira câmera” que brilha
Inspirado na faixa de LEDs do Nothing Phone, o Alive Matrix Display usa uma matriz de pontos para exibir animações de notificação, status de carga ou efeitos sincronizados com jogos e músicas. O recurso ocupa a abertura onde muitos jurariam existir uma terceira câmera – truque de design que economiza espaço e adiciona personalidade.
Processador mais novo, porém em 6 nm
O Dimensity 7100, fabricado pela TSMC em 6 nm, troca força bruta por eficiência térmica. Mesmo assim, supera o Snapdragon 695 e briga de igual para igual com o Exynos 1480 em testes de CPU. A Tecno promete 90 FPS estáveis em Honor of Kings e Mobile Legends, ajudado por uma folha de grafite de 15.000 mm² que espalha o calor.
- CPU: 2x Cortex-A78 @ 2,6 GHz + 6x Cortex-A55 @ 2,0 GHz
- GPU: Mali-G610 MC2
- Memória: 8 GB LPDDR5X (expansível virtualmente até 16 GB)
- Armazenamento: 256 GB UFS 2.2 (slot híbrido para microSD)
Tela de 144 Hz com toque que reconhece dedos molhados
O painel IPS LCD de 6,76″ mantém resolução 1080p+ e taxa de amostragem de 240 Hz. O diferencial fica para o Wet & Oily Finger Touch Recognition 2.0, útil para quem joga por horas e sua nas partidas. Não é AMOLED, mas oferece brilho suficiente (até 700 nits pico) para uso externo.
Câmera principal de 50 MP para o dia a dia
Nada de conjunto quádruplo genérico: apenas uma lente traseira real, porém equipada com o sensor Sony Lytia 600 de 1/1,95″, autofoco e zoom de 2× no sensor. Na frente, 13 MP cumprem bem videochamadas e selfies casuais.
Construção, software e conectividade
• Corpo: plástico fosco nas cores Arc White, Graphite Black, Helios Orange e Echo Green.
• Proteção: IP64 contra poeira e respingos.
• SO: HiOS 16 baseado no Android 16, com promessa de 2 anos de updates críticos.
• Extras: Bluetooth 5.4, Wi-Fi 6, áudio estéreo DTS e NFC para pagamentos.
Imagem: Internet
Preço e disponibilidade
As pré-vendas já começaram na Índia:
- Versão 8 GB + 256 GB: ₹ 30.000 (~ R$ 1.605)
- Versão 8 GB + 512 GB: ₹ 32.000 (~ R$ 1.712)
As entregas iniciam em 18 de junho. A Tecno não mencionou lançamento oficial no Brasil, mas, se repetir a estratégia do Pova 7, o aparelho pode pintar por aqui nos próximos meses – possivelmente acima dos R$ 2.000 por causa de impostos de importação.
Vale ficar de olho?
Para quem prioriza autonomia extrema, tela rápida e design diferentão, o Tecno Pova 8 surge como um dos smartphones mais interessantes de 2024 abaixo dos R$ 2.500. Mesmo sem AMOLED ou carregamento sem fio, a combinação de 8.000 mAh, 144 Hz e preço agressivo faz dele um forte candidato para quem joga no celular ou trabalha longe de tomadas.
Se chegar ao Brasil, será uma alternativa natural ao Samsung Galaxy M55 e ao Redmi Note 13 Pro 5G – ambos mais caros, com menos bateria e sem “luzinha gamer” na traseira. Fica a torcida para que a Tecno repita a dose por aqui.
Com informações de Mundo Conectado