Sem alarde, mas com muito barulho – literalmente –, a Philco oficializou a PCX7300, sua primeira caixa de som fabricada 100 % no Brasil. Produzida em Manaus (AM), a novidade estreia a linha Philco Extreme com uma proposta clara: reunir potência digna de balada, show de luzes inteligente e portabilidade para quem quer transformar qualquer ambiente em pista de dança.
Potência e graves para encher salões
Equipado com um woofer de 12” e nada menos que 1700 W de potência total, o modelo mira o público que sente falta de “punch” nas festas caseiras. Para efeito de comparação, a JBL PartyBox 310 entrega 240 W, enquanto a LG XBOOM RN9 chega perto, com 1800 W, porém num gabinete maior e mais pesado. Em outras palavras, a Philco busca um meio-termo agressivo entre tamanho e impacto sonoro.
Luzes que seguem o ritmo usando IA
O recurso Flash Light usa algoritmos de inteligência artificial para analisar a batida em tempo real e sincronizar os LEDs multicoloridos. O resultado é um espetáculo visual que dispensa softwares ou apps externos. É uma tendência que vimos primeiro nas torres da LG e da Sony, mas a Philco leva a tecnologia para um produto totalmente montado em solo nacional.
Bluetooth 5.3 e TWS: conectividade sem tropeços
Além da potência, a ficha técnica traz Bluetooth 5.3. A versão mais recente garante menor latência, economia de energia e estabilidade superior frente às versões 5.0 presentes em muitas concorrentes. Já a função Philco Connection (TWS) permite parear duas PCX7300 para som estéreo real, recurso valioso para cobrir áreas externas ou salões maiores sem fios espalhados.
Portabilidade pensada para o “rolezinho”
Com toda essa força, mobilidade poderia ser um problema, mas a marca integrou alça retrátil estilo mala de viagem e rodinhas. O gabinete também é mais compacto que o de torres tradicionais, somando apenas o peso necessário para segurar o grave sem vibrar excessivamente. A bateria interna promete até 15 horas de reprodução – tempo suficiente para um churrasco, uma tarde na piscina ou uma maratona de live DJ.
Produção local como estratégia
Em vez de importar, a Philco optou por montar a PCX7300 em Manaus. A decisão reduz custos logísticos, agiliza a reposição no varejo e aproveita incentivos fiscais da Zona Franca. Amanda Urzum, diretora comercial de áudio e vídeo, explica que a fabricação nacional também facilita ajustes rápidos de firmware ou componentes, respondendo mais rápido ao feedback dos consumidores brasileiros, cada vez mais conectados a plataformas como Spotify, Amazon Music e YouTube Music.
Imagem: Internet
Vale a pena frente às rivais?
Para quem prioriza potência bruta, efeitos de luz integrados e quer apoiar a indústria local, a PCX7300 surge como alternativa direta às linhas PartyBox (JBL) e XBOOM (LG). O diferencial fica por conta da força sonora em relação ao tamanho do gabinete e da versão atualizada do Bluetooth. Se seu foco é levar a festa para qualquer canto sem depender de tomadas, as 15 h de bateria oferecem vantagem competitiva relevante.
No cenário de caixas premium acima de 1000 W, a disputa agora ganhou um nome “made in Brazil”. Resta saber se o preço de lançamento acompanhará a proposta agressiva de hardware – ponto que deve definir o quão tentadora será a nova Philco nos carrinhos de compra online.
Com informações de Mundo Conectado