Depois de quase três décadas ocupando o sonho — e o gabinete — de milhares de gamers, a **Galax** encerrou oficialmente suas atividades globais. A partir de agora, todas as operações, garantias e futuros lançamentos ficam sob a batuta da controladora **Palit Microsystems**, que passa a responder integralmente pelo portfólio de placas de vídeo GeForce vendido no Brasil e no restante do mundo.
Por que o fim da Galax importa para quem joga (ou trabalha) no PC?
Mais do que uma simples troca de logotipo, o fechamento da Galax representa o adeus de uma das raras marcas que apostavam pesado em modelos focados em overclock extremo. A linha Hall of Fame (HOF) — famosa por ostentar PCBs brancas, BIOS destravada e sistemas de refrigeração sob medida — colecionou recordes mundiais e rivalizou por anos com as lendárias Kingpin e Classified da extinta EVGA. Para quem exige a GPU mais “tunável” possível, essa lacuna pode ser sentida em futuras gerações da NVIDIA.
Relembre a trajetória de uma “entusiasta raiz”
Fundada em Hong Kong em 1994 como GalaxyTech, a empresa abraçou a bandeira gamer antes mesmo de o termo virar mainstream. Ainda nos anos 2000, comprou Gainward, KFA2 e XpertVision, consolidando um ecossistema de produção que lhe rendeu uma das parcerias mais longevas com a NVIDIA (desde 1999). Em 2010 veio a guinada definitiva com a série HOF, responsável por colocar GPUs Galax no topo de benchmarks globais.
O que a Palit traz para a mesa?
Para quem compra no Brasil, a mudança pode até representar um upgrade silencioso em termos de escala e disponibilidade. A Palit é hoje uma das três maiores OEMs de placas NVIDIA no planeta, produzindo não só para a própria marca, mas também para terceiros. Entre as linhas mais conhecidas estão:
- GameRock: foco em RGB exuberante e alto desempenho, disputando espaço com ASUS ROG Strix e Gigabyte Aorus.
- JetStream / Dual: soluções de refrigeração dupla ou tripla voltadas a quem quer desempenho sólido sem pagar o “imposto do flagship”.
- StormX: modelos compactos ideais para builds Mini-ITX, algo que Galax só explorava timidamente.
Ou seja, embora a mística da HOF se despeça, crescem as chances de encontrar versões mais acessíveis (e já homologadas pela NVIDIA) das recém-lançadas RTX 4070 SUPER, RTX 4080 SUPER e futuro lineup “RTX 5000” em listings da Amazon Brasil.
Garantia, RMA e assistência: como fica?
Quem já possui uma placa Galax não precisa entrar em pânico: todos os chamados de suporte agora devem ser direcionados aos canais oficiais da Palit. A própria fabricante reforça que continuará honrando a garantia, desde que dentro do prazo original.
Contato oficial para usuários brasileiros
Imagem: William R
E-mail: rmabrasil@palit.biz
Portal de RMA: https://rma.palit.com/rma/br.php
E agora, qual GPU vale a pena ficar de olho?
O vácuo deixado pela HOF pode impulsionar marcas concorrentes — especialmente MSI (linha SUPRIM X) e ASUS (RTX Strix OC) — a capturar entusiastas de overclock. Já para o consumidor que prioriza custo-benefício, a chegada formal da Palit pode aumentar a variedade de modelos “não-LHR” (limitador de mineração removido) e reduzir preços médios dos chips Ada Lovelace nas lojas brasileiras, inclusive na Amazon.
Se você estava esperando o próximo “super lançamento” para atualizar a máquina ou buscar mais FPS em 1440p, o conselho é simples: monitore as listas de GameRock e JetStream — elas tendem a herdar muito do DNA de performance que a Galax cultivou, porém com maior escala de produção.
O mercado de placas de vídeo vive um raro momento de dança das cadeiras: EVGA saiu em 2022, Galax desliga as luzes em 2024, enquanto gigantes como ASUS, Gigabyte e MSI reforçam estoques. Agora é a Palit que assume o palco — e, se a história servir de guia, virão disputas acirradas por preço e performance, algo que só beneficia quem monta ou faz upgrade do próprio PC.
Com informações de Hardware.com.br