Um Macintosh Plus com quase dois metros de altura dá as boas-vindas aos visitantes do Computer History Museum (CHM), em Mountain View, Califórnia. A peça inusitada é o chamariz de Apple at 50, exposição que celebra o meio século da empresa fundada em 1.º de abril de 1976 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne. Aberta até 7 de setembro de 2026, a mostra reúne relíquias como o Apple I original, o revolucionário Lisa, o primeiro Macintosh de 1984, o assistente pessoal Newton, além dos icônicos iPod e iPhone.
Por que a exposição é especial para quem ama hardware?
Diferentemente de museus que mantêm tudo atrás de vitrines, o CHM permite que o público interaja com parte dos computadores vintage. É a oportunidade de sentir o peso (literal e metafórico) de uma máquina de 40 anos e comparar com um MacBook Air M3, hoje mais fino que muitos teclados mecânicos.
Para se ter ideia do salto tecnológico em meio século:
- Apple I (1976) – CPU MOS 6502 de 1 MHz, 4 KB de RAM, vendido como placa-mãe sem gabinete ou teclado.
- Macintosh Plus (1986) – Motorola 68000 de 8 MHz, 1 MB de RAM, primeira interface gráfica popular.
- MacBook Air M3 (2024) – Apple Silicon M3 de 8 cores, GPU de 10 cores, até 24 GB de memória unificada, bateria para o dia todo.
Em números brutos, o M3 oferece um ganho de desempenho na casa dos milhões por cento. Na prática, isso significa edição de vídeo 4K no café da manhã e sessões de jogos que antes só eram possíveis em desktops parrudos.
Eventos que já entraram para a história
A contagem regressiva para os 50 anos começou em 11 de março, com um painel mediado pelo jornalista David Pogue — no mesmo dia em que ele lançou o livro Apple: The First 50 Years. Participaram nomes de peso como o ex-CEO John Sculley, o engenheiro Chris Espinosa (funcionário número 8), Jon Rubinstein (pai do iPod) e Avie Tevanian, arquiteto do macOS.
Em 28 de março, o museu abriu as portas para o TechFest Happy Birthday, Apple!, evento gratuito com oficinas para todas as idades e uma bancada cheia de “máquinas do tempo” funcionais. O destaque foi Daniel Kottke, funcionário número 12, que relatou em detalhes como ajudou Jobs e Wozniak a soldar os primeiros Apple I em 1976.
Imagem: William R
Não vai à Califórnia? Veja, leia e compare em casa
Quem não puder embarcar para a Bay Area pode assistir a um tour filmado pelos curadores (vídeo abaixo) e mergulhar no livro de Pogue, já listado em marketplaces como a Amazon, trazendo fotos inéditas e especificações completas de cada etapa da companhia.
Se a visita despertar vontade de atualizar o setup, vale comparar a ergonomia de mouses como o Magic Mouse 2 com modelos gamers ultraleves, ou mesmo ponderar o gargalo de um SSD externo Thunderbolt 4 ao editar arquivos ProRes — um cenário impensável quando o Apple I dependia de fita cassete para armazenar dados.
Serviço
- Exposição: Apple at 50
- Local: Computer History Museum – 1401 N Shoreline Blvd, Mountain View, CA
- Período: até 7 de setembro de 2026
- Ingressos: a partir de US$ 19 (gratuito para menores de 12 anos nas quartas-feiras)
Seja presencialmente ou pela tela do computador, a mostra comprova como a Apple — e, por consequência, toda a indústria de PCs — percorreu uma jornada que saiu de 1 MHz para múltiplos teraflops. E essa evolução continua, ditando tendências que chegam rapidamente aos mouses, teclados e processadores disponíveis hoje em lojas online.
Com informações de Hardware.com.br