Quando o assunto é ostentação tech, a russa Caviar consegue sempre quebrar a barreira do “caro” para alcançar o território do exclusivo. A grife de customizações de luxo anunciou a linha Apple 50th Anniversary, criada para celebrar os 50 anos da companhia de Cupertino em 2026. O destaque absoluto é o iPhone 17 Pro Steve Jobs Edition, que incorpora um fragmento autêntico da icônica blusa de gola alta preta usada pelo cofundador da Apple. Ao todo, serão fabricadas apenas 9 unidades — um número que já nasce cobiçado por colecionadores, investidores e, claro, fãs incondicionais do legado de Jobs.
Relíquia encapsulada no logo
O pedaço de tecido está selado dentro do logotipo da maçã, reposicionado para a parte superior do chassi em homenagem ao design do primeiro iPhone, apresentado em 2007. Todo o corpo do smartphone combina tons de prata e preto, e recebe a assinatura gravada de Steve Jobs, além de um certificado de autenticidade que comprova a procedência da relíquia.
Quanto custa ter um pedaço da história?
Prepare o bolso: o preço oficial de US$ 8.430 (aproximadamente R$ 42.000, em conversão direta) coloca o gadget na mesma categoria de valor de carros populares zero-km no Brasil. Vale lembrar que a etiqueta não reflete apenas o hardware — que deverá trazer o melhor das gerações futuras da Apple — mas também a raridade da peça têxtil e o número ultralimitado de unidades.
Outras versões (quase) igualmente extravagantes
Para quem dispensa o toque histórico, a Caviar oferece mais duas variações:
- Golden Apple – confeccionada em ouro 18 K com detalhes em fibra de carbono; preço: US$ 7.180.
- Black Apple – opção “de entrada”, toda em titânio e carbono preto; preço: US$ 5.930.
Embora “mais acessíveis” que a Steve Jobs Edition, ambas continuam voltadas a um público disposto a pagar valores muito acima dos topos de linha tradicionais.
Por que isso importa para o entusiasta de tecnologia?
Para o usuário comum, gastar dezenas de milhares de reais em um smartphone pode parecer exagero. Porém, edições numeradas com materiais históricos funcionam como itens de colecionador: valorizam ao longo do tempo, fogem da depreciação típica de eletrônicos e carregam um apelo emocional — e, neste caso, quase museológico — inatingível para modelos de prateleira.
Imagem: William R
Em termos práticos, espera-se que o iPhone 17 Pro chegue ao mercado com avanços em câmera, eficiência energética e talvez a segunda geração de chips fabricados em 2 nm da Apple. Ou seja, além do luxo, o comprador leva um smartphone que continuará potente por vários anos. Mas, como a própria Caviar admite, o público-alvo não está interessado em especificações: o valor está no toque físico com a história e na exclusividade sem precedentes.
Caviar e a estratégia do nicho extremo
Não é a primeira vez que a marca transforma gadgets em “joias eletrônicas”. A empresa já vendeu edições do Galaxy S24 Ultra em ouro 24 K, Apple Watch cravejados de diamantes e até PlayStation banhado em platina. O padrão é sempre o mesmo: lotes mínimos, materiais preciosos e preços que desafiam o senso comum — uma fórmula que continuamente encontra compradores entre celebridades, executivos e investidores de luxo.
Para quem prefere investir em um iPhone “normal” ou em outros smartphones premium disponíveis no varejo brasileiro, as linhas atuais (como iPhone 15 Pro ou Galaxy S24 Ultra) oferecem performance semelhante em fotografia, jogos e produtividade por uma fração do preço. Ainda assim, a nova coleção da Caviar cumpre bem o papel de mostrar até onde a combinação de tecnologia e luxo pode chegar — e reforça como o legado de Steve Jobs continua rentável, mesmo uma década após sua partida.
Com informações de Hardware.com.br