Depois de semanas de vazamentos, a Samsung oficializou o Galaxy A57, novo topo da sua linha intermediária. O aparelho não apenas perdeu peso — são só 179 g e 6,9 mm de espessura — como ganhou recursos que antes viviam restritos aos flagships, caso do Wi-Fi 6E e do painel Super AMOLED+ de 120 Hz com HDR10+. O resultado é um smartphone que, na prática, desafia a própria definição de “intermediário” e passa a brigar diretamente com rivais como Google Pixel 10a e iPhone 17e.
Design de metal: quando meio milímetro faz diferença
A primeira mudança salta aos olhos (e às mãos). Sai o corpo de plástico do A56 e entra a moldura de alumínio, acompanhada de Gorilla Glass Victus+ na frente e atrás. Além de 0,5 mm mais fino que o antecessor, o A57 ficou 19 g mais leve. Na prática, ele lembra os modelos premium da marca, mas custa (bem) menos.
Tela Super AMOLED+ de 120 Hz: mais brilho, mais cor
O display manteve as 6,7″ e a taxa de atualização de 120 Hz, mas subiu para a tecnologia Super AMOLED+. O pico de brilho chega a 1.900 nits e agora há suporte a HDR10+, algo ausente no A56. Para quem consome filmes em streaming ou joga sob sol forte, é upgrade imediato.
Exynos 1680 + câmara de vapor maior: fôlego extra em jogos
No coração do A57 bate o Exynos 1680 (4 nm), versão turbinada em CPU, GPU e NPU quando comparada ao Exynos 1580. A câmara de vapor 13% maior promete segurar o clock mesmo após minutos de Genshin Impact ou gravação 4K. Memória? Agora há opção de 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento — números que começam a aparecer em placas de “quase topo” na Amazon e fazem diferença para quem usa o aparelho como console portátil.
Câmeras: ultrawide enfim evolui
Ainda que o sensor principal de 50 MP com OIS permaneça, a lente ultrawide subiu de 8 para 12 MP, abertura f/2.2. O ISP revisado habilita Nightography melhorado, e recursos como Best Face e Object Eraser ganharam refinamentos via IA — úteis para quem publica fotos de produtos ou gameplays nas redes.
Conectividade digna de topo
É o primeiro A-series a oferecer Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.0, garantindo menor latência em partidas online e compatibilidade total com os headsets e mouses gamer mais recentes listados na Amazon. A certificação IP68 (até 1,5 m por 30 min) sela o pacote.
Bateria de 5.000 mAh e seis anos de updates
Os 5.000 mAh sustentam até dois dias de uso moderado, segundo a Samsung. O carregamento rápido de 45 W leva 60% em cerca de 30 min, mas o carregador segue fora da caixa. Em compensação, o aparelho sai de fábrica com Android 16 + One UI 8.5 e promessa de seis atualizações de sistema — algo raríssimo fora da categoria premium.
Imagem: Internet
Preço e disponibilidade
Nos EUA, o A57 parte de US$ 549,99 (8 GB + 128 GB) em 9 de abril. Para o Brasil, a marca ainda não cravou valor, mas fontes do varejo estimam algo entre R$ 3.800 e R$ 4.200. Embora represente alta sobre o A56, o salto em tela, chip e conectividade explica parte da diferença — especialmente num cenário em que DRAM e NAND continuam encarecendo celulares em 2026.
Vale a pena atualizar?
• Vem de A54 ou A55? O pulo é nítido: tela superior, Wi-Fi 6E, corpo de metal.
• Já tem um A56? A decisão envolve pagar mais por pequenas — mas importantes — melhorias na ultrawide, na refrigeração e na durabilidade.
• Está saindo de um modelo básico? O A57 entrega uma experiência que, até pouco tempo, era exclusiva da série S. Se a ideia é jogar, maratonar séries em HDR e ter vários anos de updates, ele entra forte no radar.
Ficha técnica resumida
• Tela: 6,7″ Super AMOLED+, 120 Hz, HDR10+, 1.900 nits
• Processador: Exynos 1680 (4 nm)
• RAM/armazenamento: 8/128 GB, 8/256 GB, 12/256 GB, 12/512 GB (LPDDR5X + UFS)
• Câmeras traseiras: 50 MP (principal, OIS) + 12 MP (ultrawide) + 5 MP (macro)
• Câmera frontal: 12 MP
• Bateria: 5.000 mAh, 45 W com fio
• Conectividade: 5G, Wi-Fi 6E, Bluetooth 6.0, NFC
• Proteção: IP68, Gorilla Glass Victus+
• Software: Android 16 + One UI 8.5, 6 anos de atualizações
No fim das contas, o Galaxy A57 empurra a categoria intermediária para patamares de acabamento e desempenho cada vez mais próximos dos flagships. Se essa tendência continuará elevando preços, só os próximos ciclos dirão; mas, por ora, quem quer um telefone “quase premium” sem chegar à casa dos R$ 6 mil tem uma opção poderosa na vitrine.
Com informações de Mundo Conectado