Um doce que toca música dentro da sua cabeça: essa foi a provocação da Lava Tech Brands na CES 2026, em Las Vegas. Batizado de Lollipop Star, o pirulito custa US$ 8,99 (cerca de R$ 48,00) e usa condução óssea para transformar cada mordida em uma sessão particular de áudio. Pode parecer brincadeira, mas a tecnologia é a mesma empregada em fones esportivos como o Shokz OpenRun e em aparelhos auditivos de última geração — só que, desta vez, embutida em algo comestível.
Como o Lollipop Star funciona na prática
O segredo está em um minúsculo módulo eletrônico alojado no palito. Ao apertar o botão na base, o circuito vibra em frequências específicas que se propagam pelos molares, passam pela mandíbula e chegam direto ao ouvido interno, contornando o tímpano. O resultado? A música parece surgir dentro da sua cabeça, sem vazamento de som pelo ar.
- Cada pirulito vem pré-carregado com um artista, um sabor e uma faixa exclusiva.
- Pêssego = Ice Spice | Mirtilo = Akon | Limão = Armani White.
- Não dá para trocar a trilha ou fazer download de novas músicas.
Segundo a repórter Abrar Al-Heeti, da CNET, que testou o protótipo na feira, a qualidade sonora lembra um fone bone-conduction de entrada: suficiente para curtir o beat, mas sem o grave encorpado de um bom earbud. A Lava Tech até distribuiu protetores auriculares descartáveis para isolar o barulho do pavilhão.
Condução óssea: do esporte ao… pirulito?
A condução óssea já é familiar a quem corre ou pedala usando modelos como o Shokz OpenRun (disponível na Amazon) que deixam o ouvido livre para o ambiente. A diferença é que, no Lollipop Star, o transdutor vibra na própria vareta do doce. Tecnicamente, trata-se de um experimento mais de marketing do que de som hi-fi, mas o projeto chama atenção para outras aplicações possíveis: imagine controles de realidade virtual ou hastes de óculos inteligentes que aproveitem esse canal auditivo extra.
Sustentabilidade entra em pauta
Um ponto sensível é o fato de o pirulito ser descartável. Cada unidade leva placa eletrônica, bateria e transdutor que vão para o lixo depois de poucos minutos de uso. Até o momento, a Lava Tech Brands não apresentou programa de coleta ou reciclagem, algo que pode pesar contra a adoção em escala.
Imagem: Internet
Afinal, vale a curiosidade?
Por menos de dez dólares, o Lollipop Star promete uma experiência única — e efêmera. Não tem ambição de competir com fones bone-conduction tradicionais ou com as caixinhas Bluetooth que você já conhece. Porém, pode atrair colecionadores, fãs dos artistas parceiros e, claro, quem não resiste a uma boa história de “eu testei isso primeiro”. O lançamento oficial deve acontecer ainda neste semestre, com venda online e em varejistas selecionados nos EUA.
No mínimo, o Lollipop Star reforça que a CES continua sendo o palco das ideias mais ousadas da indústria — algumas viram tendência, outras viram meme, mas todas instigam a perguntar: “por que não?”.
Com informações de Mundo Conectado