Imagine abrir um notebook de 14 pol. que, por dentro, entrega mais fôlego do que muitas estações de trabalho de mesa de cinco dígitos. Esse é o novo MacBook Pro com chip M5 Max, avaliado em US$ 5.849 na configuração testada (18 núcleos de CPU, 40 núcleos de GPU, 128 GB de RAM e SSD de 4 TB). A Apple refina a receita que já colocou seu silício próprio no topo dos benchmarks, dando um salto que interessa a criadores de vídeo, desenvolvedores de IA e qualquer profissional que lide com arquivos gigantescos.
Por que esse preço (quase) assusta — e como ele se justifica
Seis mil dólares parecem muito até você ver o que há sob o teclado:
- M5 Max com arquitetura Fusion: dois dies interligados atuando como um único SoC.
- 18 núcleos de CPU (6 de desempenho extremo + 12 de eficiência) e 40 núcleos de GPU — cada um com Neural Accelerator dedicado.
- 128 GB de RAM unificada e 614 GB/s de largura de banda.
- SSD que atinge 12,6 GB/s em leitura e gravação, o dobro da geração anterior.
Em números de benchmark, isso se traduz em 4.351 pontos (single-core) e 29.510 pontos (multi-core) no Geekbench 6, deixando para trás notebooks Windows equipados com Core i9-HX ou Ryzen 9 de alto TDP e até workstations Dell de mais de US$ 11 mil em tarefas de renderização 3D no Blender.
M4 Max x M5 Max: salto de 18 meses
O M4 Max chegou em outubro de 2024; apenas um ano e meio depois, o M5 Max já entrega até 4 × mais desempenho em cargas de IA e 8 × sobre o M1 Max. Mantendo a cadência histórica, analistas preveem outro salto antes de 2027, o que reforça a estratégia da Apple de atualizar Macs profissionais em ciclos curtos — algo que também pesa na decisão de compra para quem pensa em revenda ou depreciação.
Velocidade para quem trabalha — e joga?
Embora a Apple não posicione a linha Pro como “gaming”, os 40 núcleos de GPU com até 16 TFLOPs de potência deixam claros benefícios para quem roda títulos AAA via Apple Arcade ou plataformas como Steam (sob Metal). Taxas de quadros estáveis em 1440p e 4K prometem agradar até jogadores exigentes, enquanto criadores de conteúdo podem editar vídeo 8K ProRes sem proxies.
Conectividade de sobremesa no notebook
Com três portas Thunderbolt 5 (até 120 Gb/s), HDMI 2.1, leitor SD 4.0 e Wi-Fi 7 de 2,4 Gb/s, o MacBook Pro M5 Max se encaixa em workflows de estúdio:
- Suporte nativo a quatro monitores externos, dois deles em 5K/120 Hz.
- Clusters de MacBooks via RDMA + Exolabs para treinar LLMs localmente, evitando custos de nuvem.
- Taxas USB-C suficientes para capturas 12-bit/8K em tempo real e cópias rápidas em SSDs NVMe externos — ótimos pares para quem busca expansão na Amazon.
Tela, áudio e bateria: o trio que completa o pacote
A Liquid Retina XDR de 1.600 nits mantém a liderança em HDR móvel, enquanto a opção nano-texture reduz reflexos em estúdios muito iluminados ou até ao ar livre. Seis alto-falantes com force-cancelling woofers entregam graves inesperados para um chassi fino, e o conjunto câmera de 12 MP + microfones studio-grade facilita reuniões ou lives com qualidade profissional.
Imagem: Jny Evans
A Apple fala em até 22 horas de bateria; na prática, quem compila código ou renderiza vídeos deve ver algo entre 8 e 12 horas — ainda excelente perto de concorrentes que pedem tomada após 3 ou 4 horas de carga pesada.
Para quem é — e quem não é — este Mac
Se o MacBook Neo e o Air atendem estudantes e criadores leves, o MacBook Pro M5 Max é o “Porsche” da analogia automobilística: feito para quem vive de After Effects, Cinema 4D, Blender, Houdini, compilação de projetos iOS colossais ou modelos generativos que simplesmente não cabem em 16 GB RAM. Jogadores casuais e redatores podem optar por modelos mais em conta (e investir em mouses, teclados mecânicos ou SSDs externos — todos a poucos cliques na Amazon).
Vale a pena?
Completando 1,6 kg, acabamento em alumínio reciclado e o clássico design sóbrio, este MacBook Pro entrega a rara combinação de portabilidade, silêncio e poder bruto. Para quem fatura tempo, cada segundo economizado em renders ou builds paga parte dos US$ 5.849. Para o resto de nós, o M3 Pro/M3 Max ou mesmo um bom desktop ainda são opções sensatas — mas nenhum deles caberá tão fácil na mochila.
No fim das contas, o MacBook Pro M5 Max confirma a aposta da Apple em IA local, altas taxas de banda e autonomia. Se o seu trabalho (ou diversão) precisa disso tudo, é difícil encontrar outra máquina que entregue tanto num corpo tão fino.
Com informações de Computerworld