A Activision Blizzard colocou Call of Duty: Black Ops (2010) e Call of Duty: Black Ops II (2012) à venda na PlayStation Store nesta quinta-feira (11). A movimentação reacende a nostalgia de quem viveu a era PlayStation 3, mas também levanta um debate: até que ponto vale pagar pelo mesmo jogo, sem um único retoque visual, em pleno 2024?
O que muda (e o que não muda) nos novos ports
A publisher confirmou que se tratam de ports diretos das versões de PS3. Isso significa:
- Resolução, texturas e iluminação idênticas às de mais de uma década atrás;
- Sem suporte a 120 fps, HDR ou Ray Tracing no PS5;
- Nenhum ajuste de campo de visão (FOV slider) — recurso padrão em jogos de tiro atuais;
- Ausência dos modos Wager Matches e Theater presentes nos originais.
O ponto realmente novo está na infraestrutura online: os servidores foram atualizados, prometendo partidas livres de hackers e desconexões — problema que assombrava quem ainda jogava no console antigo.
Preço de lançamento gera polêmica
Cada título chega por R$ 174,90. Assinantes PlayStation Plus têm 50% de desconto até 6 de agosto, pagando R$ 87,45. No entanto, jogar todos os mapas de multiplayer e zumbis exige o Season Pass de cada game, vendido separadamente por R$ 164,90 (ou R$ 54,41 com o mesmo desconto temporário).
Na prática, o pacote completo de Black Ops I ou II sai por pelo menos R$ 141,86 (com PS Plus) ou R$ 339,80 (sem assinatura). Para efeito de comparação, remasterizações recentes como The Last of Us Part I chegaram ao mercado por R$ 249,00 já com upgrades gráficos profundos e recursos de acessibilidade.
Comparando com outras plataformas
Jogadores de Xbox Series X|S têm acesso às mesmas versões clássicas via retrocompatibilidade há anos, geralmente por valores promocionais menores. No PC, Black Ops II rotineiramente aparece em liquidações por menos de R$ 50, ainda que dependa de servidores da comunidade.
Assim, quem já possui as edições de PS3 ou joga em outras plataformas vai encontrar pouca justificativa para a recompra além dos servidores “limpos”.
Imagem: Internet
Impacto prático para quem joga hoje
Mesmo sem refinamentos visuais, ambos os títulos continuam oferecendo:
- Campanha solo elogiada (especialmente a de Black Ops I, com narrativa de espionagem);
- Multiplayer ágil — perfeito para quem busca tiroteios arcade em mapas menores, sem mecânicas de corrida em parede ou operadores especiais;
- O icônico modo Zumbis, que ainda diverte em tela dividida.
Se você pretende revisitar esses clássicos, vale considerar investir em um headset com boa espacialidade ou em um controle com paddles traseiros para ganhar agilidade nas partidas — upgrades de acessório que fazem mais diferença na jogabilidade do que o “novo” port faz nos gráficos.
Vale a pena?
Para fãs que nunca abandonaram a franquia, a promessa de servidores organizados e a possibilidade de manter progresso unificado entre PS4 e PS5 pesam a favor. Contudo, a ausência de qualquer melhoria técnica e o preço agressivo tornam a compra difícil de recomendar para o público casual, especialmente com Black Ops 6 já confirmado para este ano e incluso no Game Pass do Xbox/PC.
Em suma, é nostalgia pura — e cara. Se o seu objetivo é apenas matar a saudade, pode valer esperar uma promoção mais generosa ou explorar opções retrocompatíveis em outras plataformas.
Com informações de Adrenaline