O primeiro iPhone dobrável — informalmente chamado de iPhone Fold ou iPhone Ultra — tem tudo para repetir (ou até superar) o frenesi visto no iPhone X. De acordo com o conceituado analista Ming-Chi Kuo, a Apple enfrenta gargalos de fabricação que limitarão a produção inicial a, no máximo, 1 milhão de unidades no terceiro trimestre de 2026. Resultado: quem piscar pode ficar de fora do lote inaugural e encarar prazos de entrega de 4 a 6 semanas logo após a abertura da pré-venda.
Por que tão poucas unidades?
Kuo explica que a nova dobradiça, o painel OLED flexível de 7,8″ e a meta de entregar um vinco praticamente invisível encarecem e complicam o processo de montagem. O analista estima entre 7 e 8 milhões de aparelhos produzidos em todo o segundo semestre de 2026 — menos de 40% do que a Apple costuma fabricar apenas dos modelos Pro convencionais.
Comparativo rápido: iPhone Fold vs. iPhone 18 Pro Max
- Tamanho de tela interna: 7,8″ (Fold) vs. 6,7″
- Espessura aberta: < 5 mm (Fold) vs. 7,8 mm
- Display externo: 5,5″ (Fold) — útil para chamadas rápidas e notificações
- Bateria projetada: 4.800 mAh (Fold) vs. 4.422 mAh
- Peso estimado: ~240 g (Fold) vs. ~221 g
Na prática, o Fold se posiciona como um mini-iPad que cabe no bolso, ideal para quem joga Genshin Impact, edita fotos no Lightroom ou consome streaming em tela grande sem abrir mão da portabilidade.
Preço salgado, mas pouca resistência do mercado
Mesmo partindo de US$ 2.300 a US$ 2.500 (algo em torno de R$ 11,9 mil a R$ 12,9 mil antes de impostos), Kuo não vê preço como barreira. A expectativa é de esgotamento imediato na Apple Store on-line, estimulando revendas paralelas com ágio de 50% a 100%. Em outras palavras, um iPhone Fold pode chegar a circular por mais de R$ 25 mil no mercado cinza nos primeiros meses.
Lição do passado: iPhone X como sinalizador
Em 2017, o iPhone X vendeu cerca de 30 milhões de unidades no segundo semestre, mas também enfrentou atraso entre anúncio e entrega. A diferença agora é que o volume inicial do dobrável será quase quatro vezes menor, o que deve inflar ainda mais a percepção de exclusividade.
Concorrência no radar
Samsung Galaxy Z Fold 6 e Google Pixel Fold 2 estarão no mercado quando o iPhone Fold chegar às lojas. Ambos giram na faixa dos US$ 1.799 a US$ 1.899, com estoques bem mais robustos. Ainda assim, a Apple aposta em:
Imagem: Internet
- Vinco quase invisível, uma queixa recorrente nos rivais;
- Ecossistema otimizado: apps adaptados no iPadOS podem migrar facilmente para o Fold no modo tablet;
- A17 Pro de próxima geração (3 nm+), prometendo ganhos de até 20% em GPU para jogos como Resident Evil 4 Remake e Assassin’s Creed Mirage.
E se você quiser garantir o seu?
Os cenários traçados por Kuo indicam três caminhos:
- Pré-venda relâmpago: clicar no botão de compra nos primeiros minutos. Prepare-se para aguardar até 45 dias pelo envio.
- Mercado paralelo: pagar sobrepreço alto para não esperar.
- Paciência estratégica: aguardar 2027, quando a Apple deve ampliar a produção e possivelmente lançar a segunda geração — tendência que derruba o preço do modelo inaugural.
Para quem cogita trocar de celular nos próximos 18 meses, vale ficar de olho nas promoções de modelos tradicionais como o iPhone 15 Pro Max ou até considerar rivais dobráveis já estabelecidos, que frequentemente recebem descontos agressivos na Amazon.
Seja qual for a escolha, uma coisa é certa: o iPhone Fold chegará como um dos gadgets mais disputados — e potencialmente rentáveis para revendedores — da última década.
Com informações de Mundo Conectado