A Disney confirmou um novo reajuste no Disney+ no Brasil e, a partir de 25 de junho, o serviço passa a cobrar **até R$ 69,90 por mês** no plano Premium. O valor já coloca a plataforma como a mais cara entre os grandes streamings disponíveis no país, superando inclusive a Netflix. Clientes atuais sentirão o impacto apenas no ciclo que começa em 30 de julho.
Quanto sobe, afinal?
Todos os planos ficaram mais salgados. O modelo **Padrão com anúncios** teve o maior aumento proporcional — quase 7% —, mas o Premium é quem mais pesa no bolso.
| Plano mensal | Antes | Agora | Variação |
|---|---|---|---|
| Padrão com anúncios | R$ 27,99 | R$ 29,90 | +6,8% |
| Padrão | R$ 46,90 | R$ 49,90 | +6,4% |
| Premium | R$ 66,90 | R$ 69,90 | +4,5% |
No pagamento anual continua valendo o desconto de 30%, mas mesmo assim o Premium cai, no máximo, para o equivalente a **R$ 49 por mês**.
Disney+ agora é o streaming mais caro do país
Com o reajuste, o Disney+ ultrapassou a Netflix e assumiu a liderança isolada no quesito preço:
| Serviço (plano mais completo) | Preço mensal |
|---|---|
| Disney+ Premium | R$ 69,90 |
| Netflix Premium | R$ 59,90 |
| Max | R$ 55,90 |
| Globoplay + canais | R$ 39,90 |
| Apple TV+ | R$ 21,90 |
| Prime Video | R$ 19,90 |
A diferença chama atenção principalmente na base da tabela: **Prime Video e Apple TV+ custam menos de um terço** do plano Premium da Disney.
Por que a Disney está cobrando mais?
Oficialmente, a empresa não explicou o motivo do ajuste — o segundo em apenas oito meses. Nos bastidores, analistas apontam três fatores:
- Expansão do acervo esportivo: o pacote Premium inclui ESPN ao vivo, um diferencial que encarece royalties e direitos de transmissão.
- Investimento em produções originais: séries de Star Wars, Marvel e Pixar exigem orçamentos bilionários.
- Estratégia global de rentabilidade: Bob Iger, CEO da Disney, já declarou que o foco agora é “qualidade de assinantes”, não quantidade.
O que muda para quem assiste?
No plano de entrada, com anúncios, a experiência continua em **Full HD**, sem suporte a download offline. Já no Premium, a Disney entrega **4K HDR, áudio Dolby Atmos** e quatro telas simultâneas — características que gamers e entusiastas de home theater buscam em uma boa Smart TV ou em um set-top box como o Fire TV Stick 4K.
Vale a pena manter a assinatura?
Se você é fã de Marvel, Star Wars oder ESPN, pouca coisa substitui o catálogo da Disney. Ainda assim, o novo preço coloca o serviço em uma faixa que concorre com:
Imagem: Internet
- Netflix Premium, que também oferece 4K e downloads, porém sem esportes;
- Max, reforçado pela Champions League e séries da HBO, custando R$ 14 a menos;
- Prime Video, que vem “de brinde” para quem já assina o programa de entregas da Amazon e funciona em qualquer dispositivo Fire TV, saindo por menos de R$ 20.
Para o usuário que prioriza custo por hora de entretenimento, talvez valha alternar plataformas mês a mês ou migrar para o modelo anual, que dilui o impacto.
Calendário de cobrança
• 25 de junho: novos clientes já pagam os valores ajustados.
• 30 de julho: reajuste passa a aparecer na fatura de quem era assinante antes da mudança.
• Planos promocionais via operadoras ou cartões podem seguir regras específicas.
Resumo rápido
• Disney+ Premium sobe para R$ 69,90 e vira o streaming mais caro do Brasil.
• Aumento varia de 4,5% a 6,8% nos planos mensais.
• Desconto anual de 30% continua, mas preço segue acima da concorrência.
• ESPN ao vivo e conteúdo 4K permanecem exclusivos do pacote Premium.
No fim das contas, o reajuste coloca um holofote sobre o custo-benefício dos principais serviços de streaming. Antes de decidir se mantém ou cancela o Disney+, vale comparar o que você realmente assiste e quais dispositivos (Smart TV, Fire TV, Chromecast) aproveitam todos os recursos do plano Premium.
Com informações de Mundo Conectado