A fabricante japonesa Aiwa, famosa pelos icônicos minisystems dos anos 90, acaba de ampliar seu portfólio no Brasil: a marca inicia a produção nacional de uma linha completa de ar-condicionado split Inverter (ciclos frio ou quente/frio) projetada para residências e pequenos negócios. Fabricados em Manaus (AM) e prontos para se integrar à casa inteligente, os novos aparelhos chegam prometendo reduzir significativamente o consumo de energia graças à combinação de compressor Inverter, Modo Eco e gás refrigerante R-32, considerado mais eficiente e menos poluente.
Por que essa chegada importa?
Nos últimos anos, o mercado brasileiro de climatização tem sido dominado por gigantes como LG, Samsung e Consul, todos com modelos Inverter que pregam menor gasto de energia. A entrada da Aiwa adiciona competição — e, potencialmente, preços mais agressivos — num segmento onde o ticket médio costuma ultrapassar os R$ 3 mil. Para o consumidor, mais opções significam:
- Economia potencial de até 60% na conta de luz em comparação com splits convencionais*
- Compatibilidade nativa com Alexa e Google Assistente, sem módulos externos
- Velocidade de resfriamento que, segundo a marca, faz o ar gelado circular em 30 segundos
*Estimativa da própria Aiwa para uso em Modo Eco + compressor Inverter.
Modelos, potência e preço sugerido
A linha inicial traz capacidades de 9 000 a 30 000 BTUs, cobrindo desde quartos compactos até salas comerciais. Todos os modelos saem de fábrica com Wi-Fi integrado e são controlados tanto pelo app proprietário quanto por voz. O preço parte de R$ 2.499,90 no site oficial, valor competitivo frente a rivais como o LG Dual Inverter Voice 9 000 BTUs (na Amazon, geralmente na faixa dos R$ 2,7 mil) ou o Samsung WindFree Connect 12 000 BTUs (acima de R$ 3 mil).
Como o compressor Inverter corta o gasto de energia?
Diferente dos splits convencionais — que ligam o compressor em potência máxima e o desligam ao atingir a temperatura — o Inverter ajusta gradualmente a rotação entre 50 Hz e 120 Hz. Menos picos de corrente significam menor desperdício e maior silêncio. Para quem dorme com o ar ligado, o Modo Eco mantém a refrigeração mínima por até 8 horas, e o Modo Sleep reduz o ruído e evita aquele frio exagerado no meio da madrugada.
Casa inteligente sem complicação
Graças ao Wi-Fi embarcado, basta conectar o aparelho à rede de 2,4 GHz para controlar temperatura, modos e timer pelo celular, mesmo fora de casa. Comandos simples como “Alexa, definir ar a 23 graus” já funcionam de primeira, recurso que apenas modelos premium de concorrentes oferecem sem acessórios adicionais.
Gás R-32: eficiência aliada ao meio ambiente
Enquanto muitos splits ainda usam o R-410A, a Aiwa parte para o R-32, que tem Potencial de Aquecimento Global (GWP) cerca de 67% menor e exige menos carga para entregar a mesma refrigeração. Resultado: consumo até 10% inferior frente ao R-410A e impacto ambiental reduzido.
Imagem: Internet
Comparativo rápido: Aiwa × concorrentes
- Aiwa Inverter – 9 000 a 30 000 BTUs, Wi-Fi nativo, R-32, parte de R$ 2,5 mil
- LG Dual Inverter Voice – 9 000 a 24 000 BTUs, Wi-Fi e comandos de voz, R-410A, parte de R$ 2,7 mil
- Samsung WindFree Connect – 9 000 a 18 000 BTUs, Wi-Fi, tecnologia WindFree, R-410A, acima de R$ 3 mil
- TCL BreezeIN AI – 12 000 a 18 000 BTUs, IA para ajuste automático, R-32, cerca de R$ 2,9 mil
Nos quesitos conectividade e gás refrigerante, a Aiwa chega alinhada ao topo da categoria, mas com preço de entrada competitivo.
É para você?
Se você busca substituir um split antigo e barulhento ou quer seu primeiro ar-condicionado pensado para a era da casa conectada, os novos modelos da Aiwa reúnem três argumentos fortes: economia real de energia, instalação pronta para assistentes de voz e fabricação nacional (o que facilita assistência técnica e peças). Para quem já tem um Inverter recente de outras marcas, o ganho ficará na conectividade embutida e no gás R-32.
Os aparelhos já podem ser adquiridos no site oficial da Aiwa, e a expectativa é que cheguem a marketplaces — incluindo a Amazon Brasil — nas próximas semanas.
Com informações de Mundo Conectado