Um novo rumor vindo da Coreia do Sul sugere que a Samsung pode finalmente atacar o maior incômodo dos celulares dobráveis – o vinco no meio da tela. Segundo o site ZDNet Korea, o ainda não anunciado Galaxy Z Fold 8 Wide pode estrear com um vidro ultrafino (UTG) de 60 μm, 30% mais espesso que a camada de 45 μm projetada para o Galaxy Z Fold 8 Ultra. O aumento de espessura tende a deixar o painel mais liso, disfarçar a dobra e elevar a resistência a quedas.
Por que 60 μm fazem diferença?
Nos modelos atuais, o vinco torna-se evidente principalmente em cenários de alto contraste—assistindo a filmes no Amazon Prime Video, por exemplo, ou lendo PDFs escuros. Um UTG mais grosso:
- Uniformiza a superfície, reduzindo a sombra no ponto de dobra;
- Melhora a rigidez, importante para quem usa a caneta S Pen em anotações e ilustrações;
- Aumenta a absorção de impacto, algo crítico quando você alterna do modo “tablet” para “smartphone” várias vezes ao dia.
Por outro lado, há o efeito sanfona da engenharia: quanto mais espesso o vidro, maior o risco de trincar quando o aparelho é fechado. Encontrar o “ponto doce” entre maleabilidade e durabilidade é o quebra-cabeça que a Samsung resolve geração após geração.
Escada da evolução: da série Z Fold 6 ao possível Z Fold 8 Wide
Para ter uma noção da trajetória, veja como a espessura do UTG cresceu:
- Z Fold 6 (2024): 30 μm
- Z Fold SE: 45 μm
- Z Fold 7: 45 μm
- Z Fold 8 Ultra (rumor): 45 μm
- Z Fold 8 Wide (rumor): 60 μm
O salto para 60 μm, portanto, não seria isolado; ele amplia uma estratégia que já vinha engordando o vidro a cada ciclo.
Pressão no horizonte: Apple, Huawei e o mercado premium
Fontes internas apontam que a Apple testa dobráveis com variadas espessuras de UTG e um filme protetor adicional. Seu provável “iPhone Ultra” pode chegar em 2027 custando a partir de US$ 2.000 (cerca de R$ 10.100 hoje). Esse cenário pressiona a Samsung a acelerar upgrades antes da estreia do rival.
Enquanto isso, a Huawei já flerta com formatos mais largos—caso do Pura X Max—e marca presença em mercados onde a Samsung sofre restrições. O Z Fold 8 Wide funcionaria como uma resposta direta: é mais baixo e largo que o Fold tradicional, lembrando o conceito de “passaporte” que aumenta área útil para planilhas, streaming e jogos em controle Bluetooth.
Volume de produção e possível calendário
Rumores indicam metas de 1,5 a 2 milhões de unidades para o Z Fold 8 Wide e até 2,5 milhões para o Z Fold 8 Ultra. Um Galaxy Unpacked em 22 de julho, na Coreia do Sul, é mencionado como palco para revelar a linha dobrável de 2026—incluindo Z Flip 8, Z Fold 8 Ultra e o próprio Wide.
Imagem: Internet
O que isso significa para você?
Se os 60 μm forem confirmados e passarem no teste das 200 mil dobras (a meta de ciclos de abertura), o consumidor pode esperar:
- Experiência de jogo mais imersiva, com menos distração visual na linha de dobra;
- Produtividade avançada – dividir a tela entre planilhas e apps de chat sem sentir o “degrau” no meio;
- Menos preocupação com quedas, graças a uma camada de vidro mais rígida.
Na prática, isso coloca o possível Fold 8 Wide como forte candidato a substituir tablets compactos e até laptops leves para quem vive em trânsito, usando teclados Bluetooth e mouses sem fio—acessórios que já dominam o top de vendas da Amazon Brasil.
A Samsung, contudo, ainda precisa demonstrar que o ganho visual não sacrifica a confiabilidade mecânica. Cabe ao consumidor acompanhar os primeiros testes independentes assim que as unidades de varejo chegarem às mãos dos revisores.
Até lá, trate a informação como apenas um rumor. Se confirmada, a mudança pode redefinir o padrão de telas dobráveis daqui para frente—e tornar 2026 o ano em que o vinco deixou de ser vilão.
Com informações de Mundo Conectado