A Xiaomi acaba de oficializar, em Viena, dois smartphones que prometem balançar o mercado premium em 2024: Xiaomi 17T e Xiaomi 17T Pro. A dupla estreia com baterias gigantes que superam muitos tablets, telas AMOLED de brilho recorde e o selo ótico da alemã Leica. Mas, na prática, o que tudo isso significa para quem joga, cria conteúdo ou simplesmente quer um aparelho que não precise de tomada todo dia? A seguir, destrinchamos os principais pontos e comparamos com rivais diretos.
Bateria de notebook em corpo de celular
Se autonomia é prioridade, os novos Xiaomi impressionam: são 6.500 mAh no 17T e 7.000 mAh no 17T Pro. Para efeito de comparação, o Galaxy S24 Ultra traz 5.000 mAh e o iPhone 15 Pro Max, 4.422 mAh. Na prática, a Xiaomi fala em até dois dias de uso moderado sem recarga. Quando a bateria finalmente zera, entram em cena os carregadores rápidos: 67 W no 17T e 100 W com fio + 50 W sem fio no modelo Pro, encurtando o tempo na tomada para menos de 45 minutos.
Brilho recorde e taxa de atualização alta
Ambos trazem painéis AMOLED calibrados pela Leica para cores mais fiéis. O destaque é o pico de 3.500 nits, superior aos 2.600 nits do Galaxy S24 Ultra e aos 2.000 nits do iPhone 15 Pro Max, garantindo legibilidade mesmo sob sol forte. As taxas de atualização diferem: 120 Hz na tela de 6,59″ do 17T e 144 Hz na tela de 6,83″ do 17T Pro – ótima notícia para gamers que buscam resposta rápida em FPS e MOBAs.
Câmeras Leica com recurso “vídeo antes do clique”
Os dois modelos compartilham o novo sensor telefoto periscópico de 50 MP com zoom óptico de 5×, antes restrito a flagships mais caros. A função Leica Live Moment grava pequenos trechos de vídeo antes e depois da foto, ajudando a capturar o instante perfeito – ideal para criadores que querem material extra para Reels ou Shorts.
Conjunto completo de câmeras traseiras:
• 50 MP principal (sensor maior no Pro)
• 50 MP telefoto 5×
• 12 MP ultrawide
Na frente, ambos contam com selfie de 32 MP.
Processadores MediaTek de 3 nm: Dimensity 9500 vs. 8500-Ultra
O Xiaomi 17T Pro vem equipado com o recém-lançado MediaTek Dimensity 9500, gravado em 3 nm e compatível com Ray Tracing por hardware – ótima pedida para títulos como Genshin Impact. Já o 17T utiliza o Dimensity 8500-Ultra, suficiente para o dia a dia e para jogos competitivos em 120 fps, graças a câmaras de vapor que evitam throttling.
Memória, armazenamento e sistema
Ambos partem de 12 GB de RAM. O 17T oferece 256 ou 512 GB de armazenamento, enquanto o Pro chega a 1 TB, espaço de sobra para bibliotecas de fotos RAW e gravações em 4K. O sistema é o Android 16 sob a interface HyperOS 3, com atualizações garantidas por cinco anos, segundo a fabricante.
Preço global convertido e vantagens de lançamento
• Xiaomi 17T Pro: 900 € (≈ R$ 5.290) – inclui HyperCharge de 100 W e carregamento sem fio de 50 W.
• Xiaomi 17T: 750 € (≈ R$ 4.410) – carregamento de 67 W.
Imagem: Internet
Ambos acompanham 5 TB de armazenamento em nuvem via Google AI Pro e meses gratuitos de Spotify Premium e YouTube Premium.
Vale a pena esperar ou importar?
Para quem prioriza bateria, tela brilhante para consumo de mídia e um kit de câmeras versátil, a linha 17T se coloca como opção forte frente a Galaxy S24 Ultra e Pixel 9 Pro. A diferença é que, historicamente, a Xiaomi chega ao Brasil por meio de importação paralela ou varejistas multimarcas, o que pode elevar preços. Ainda assim, o custo-benefício segue atrativo, especialmente para quem busca um combo de bateria colossal + carregamento ultrarrápido.
Se o objetivo é fotografar e filmar com look profissional sem investir em câmeras dedicadas, a parceria com a Leica somada ao Live Moment pode ser o diferencial. Já os gamers móveis encontrarão na taxa de 144 Hz e no Dimensity 9500 um setup preparado para títulos competitivos por alguns anos.
No fim, o 17T Pro é indicado para entusiastas extremos que queiram tudo no máximo, enquanto o 17T mantém a maioria dos recursos premium com preço um pouco mais contido. A decisão agora é entender qual cabe no seu bolso — e ficar de olho nas ofertas quando (ou se) chegarem oficialmente às lojas brasileiras.
Com informações de Mundo Conectado