Se levar bateria extra já ocupa espaço, imagine transportar uma estação de energia de 1 kWh. A DJI quer resolver essa equação com o DJI Power 1000 Mini, anunciada nesta semana como a power station de 1 kWh mais leve e enxuta do seu portfólio. São 1.008 Wh de capacidade em apenas 11,5 kg — metade do volume do Power 1000 V2 lançado no ano passado. O foco? Pilotos de drone, criadores de conteúdo em locações externas, campistas e quem precisa de uma “tomada” confiável longe da rede elétrica, mas sem abrir mão de portabilidade.
Por que isso importa para você?
Além de dar fôlego extra a drones e câmeras, o modelo funciona como UPS de 0,01 s, mantendo PCs, roteadores ou consoles ligados em quedas de energia. Em outras palavras, a mesma estação que salva o job na filmagem pode proteger seu desktop gamer ou workstation em casa.
O que há de novo?
- Cabo USB-C retrátil de 100 W: integrado ao corpo, reduz o emaranhado de cabos na mochila.
- Recarga ultrarrápida: 0 → 80 % em 58 min (tomada) graças ao modo Fast Recharge.
- Carregador veicular de 400 W e MPPT solar de 400 W embutidos — sem adaptadores extras.
- Compatibilidade nativa com drones DJI: bateria do DJI Air 3S, por exemplo, vai de 10 % a 95 % em ~30 min com cabo opcional.
Ficha técnica resumida
Capacidade: 1.008 Wh • Pico contínuo: 1.000 W (até 1.200 W para cargas suaves) • Células: LFP (4 000 ciclos até 80 %) • Dimensões: 314 × 212 × 216 mm • Peso: 11,5 kg • Portas: 2× AC, 2× USB-A, USB-C retrátil 100 W, 1× SDC (proprietária) • LED embutido com modo SOS • Altitude de operação: até 5 000 m.
Quanto custa e onde chega primeiro?
No exterior, o Power 1000 Mini desembarca por US$ 467 nos EUA* e HK$ 3 899 em Hong Kong (≈ US$ 500). Ainda não há preço oficial para o Brasil, mas uma conversão direta aponta algo em torno de R$ 2 650 — sem impostos ou taxas. Assim como as placas-mãe, SSDs e mouses gamers que costumam chegar via importadores, é provável que o valor final por aqui fique mais alto.
*Vendas diretas da DJI continuam suspensas nos EUA por questões regulatórias; o produto já aparece na loja online em Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e Canadá com cupons promocionais.
DJI versus concorrentes: o que muda no campo?
Em números puros, rivais como EcoFlow River 2 Pro (768 Wh, 7,8 kg) e Bluetti AC180 (1.152 Wh, 16,4 kg) oferecem capacidades próximas. O trunfo da DJI é a integração vertical: a porta SDC e a recarga proprietária aceleram ciclos entre voos, algo que EcoFlow, Anker ou Jackery não entregam sem acessórios de terceiros.
Para quem grava em 4K na golden hour ou faz mapeamento agrícola com drones, ganhar 15–20 min extras de voo por pack pode significar fechar o trabalho no mesmo dia, sem precisar levar gerador a gasolina.
Usos práticos além do audiovisual
Camping e overlanding: o módulo MPPT aceita painéis de até 400 W, suficiente para manter geladeira 12 V, iluminação e carregar notebooks em expedições.
Imagem: Internet
Setup gamer móvel: consoles como PlayStation 5 (≈ 200 W) e PCs compactos podem rodar por 4–5 h longe da tomada. Em eventos, serve de banco de energia gigante para monitores portáteis, headsets RGB e roteadores 5G.
Home office resiliente: a comutação de 10 ms funciona como um nobreak, evitando desligamentos repentinos durante quedas curtas de energia e protegendo SSDs externos — item essencial para criadores de conteúdo.
Vale a pena esperar?
Se você já investiu em drones DJI (Mini 4 Pro, Air 3, Mavic 3, etc.) e precisa armazenar energia no set, o Power 1000 Mini faz sentido pela velocidade de recarga dedicada. Para quem procura apenas uma estação genérica, concorrentes como EcoFlow oferecem preços similares em promoções relâmpago na Amazon — fique de olho nos cupons de datas sazonais.
No fim das contas, a DJI transforma um produto “commodity” em acessório estratégico dentro do seu ecossistema, potencialmente redefinindo como os profissionais de imagem transportam energia — e abrindo caminho para futuras gerações de power stations plug-and-play com câmeras e drones.
Com informações de Mundo Conectado