A Positivo Tecnologia lançou oficialmente o Inteliserver R2000 G10, um servidor rack 2U “made in Brasil” pensado para médias e grandes empresas que buscam alta performance sem inflar o orçamento de infraestrutura. Com suporte a até dois processadores Intel Xeon de 6ª geração — totalizando impressionantes 288 núcleos de processamento — e memória DDR5 de 6.400 MHz, o equipamento chega para disputar espaço com linhas consagradas como Dell PowerEdge R760 e HPE ProLiant DL380 Gen11, trazendo como diferencial a fabricação local, que promete reduzir prazos de entrega e custos de manutenção.
Por que esse lançamento merece sua atenção?
Nos últimos anos, cresceram as demandas por virtualização, analytics em tempo real e aplicações de IA em ambientes on-premises. O R2000 G10 foi projetado para esses cenários, oferecendo:
- Escalabilidade instantânea: até 32 módulos DDR5 elevam a capacidade de RAM e dobram a largura de banda em comparação ao DDR4, crucial para bancos de dados in-memory e VMs de alto consumo.
- Flexibilidade de armazenamento: suporte a 25 drives SFF ou 12 LFF com interfaces NVMe, SAS e SATA, permitindo misturar SSDs de baixa latência para workloads críticos e HDDs de alta capacidade para arquivamento.
- Custo total de propriedade reduzido (TCO): a produção nacional diminui impostos de importação, facilita acesso a peças de reposição e viabiliza assistência técnica presencial — ponto sensível em contratos de SLA apertados.
Ficha técnica resumida
Formato: rack 2U
Processador: até 2× Intel Xeon Scalable 6ª geração (máx. 288 cores)
Memória: 32× slots DDR5 6.400 MHz
Armazenamento: 25× SFF ou 12× LFF • NVMe / SAS / SATA
Expansão I/O: slots OCP 3.0 e arquitetura de alta densidade
Segurança: TPM 2.0, detecção de intrusão, PFR 3.0, Intel SGX
Mercado-alvo: varejo, indústria, governo, nuvem, finanças, educação
Como ele se compara à geração anterior e à concorrência?
Na linha da própria Positivo, o antecessor R2000 G9 adotava memória DDR4 de 3.200 MHz e suportava até 20 drives, além de processadores Intel Xeon de 3ª geração. O salto para a 6ª geração (codinome Emerald Rapids) eleva o número máximo de núcleos em 75% e entrega instruções AVX-512 otimizadas, acelerando workloads de inteligência artificial e criptografia.
Frente aos concorrentes internacionais, o R2000 G10 empata em performance bruta com os modelos equivalentes da Dell e HPE, mas leva vantagem em prazo de abastecimento e custo de suporte, dois fatores que pesam no TCO de longo prazo.
Camadas extras de segurança corporativa
Para organizações que precisam cumprir normas como LGPD, PCI-DSS ou ISO 27001, o servidor inclui:
Imagem: Internet
- TPM 2.0: criptografia de hardware para proteger chaves e credenciais.
- PFR 3.0: resiliência de firmware com validação criptográfica em cada boot.
- Intel SGX: enclaves para isolar aplicações sensíveis, útil em ambientes multitenant.
- Sensor de intrusão: alerta físico ao abrir o chassi, reforçando a segurança física do data center.
Aplicações práticas
• Consolidação de servidores legados e redução de licenças de software.
• Hospedagem de ERPs e CRMs com baixa latência.
• Cluster de máquinas virtuais para VDI ou containers Kubernetes.
• Processamento de transações financeiras críticas.
• Laboratórios de IA e machine learning on-premises usando SGX.
Preço, disponibilidade e previsibilidade de custos
A Positivo não divulgou valores de prateleira, pois cada configuração é montada sob demanda. No entanto, ao produzir no Brasil, a companhia consegue travar contratos em reais, protegendo o cliente de variações cambiais. Além disso, a garantia e o suporte local reduzem despesas inesperadas, fator decisivo para CIOs que buscam previsibilidade orçamentária em projetos de transformação digital.
Vale a pena para sua empresa?
Se o seu data center precisa de mais núcleos, memória ultrarrápida e storage flexível, mas você quer fugir de filas de importação e de contratos de suporte em dólar, o Inteliserver R2000 G10 surge como uma alternativa competitiva. O equipamento combina tecnologia de ponta da Intel com logística e assistência locais, unindo desempenho de classe mundial a um modelo de custo que faz sentido no cenário brasileiro.
Com informações de Mundo Conectado