Quem procura a potência de um desktop para renderizar cenas complexas em Blender, compilar projetos gigantes ou lidar com big data em qualquer lugar, acaba de ganhar um reforço verde-amarelo. A Avell anunciou o Ion A65 2026, notebook que combina o processador Intel Core i9-14900HX e as recém-chegadas NVIDIA GeForce RTX 5050 ou RTX 5060 — configuração ainda inédita no mercado nacional.
Por que esse lançamento importa para quem vive de performance?
A série HX da Intel leva núcleos de desktop para chassi móvel. Na prática, o i9-14900HX traz até 24 núcleos híbridos (8 P-Cores + 16 E-Cores) e 32 threads, entregando picos de 5,6 GHz em Turbo Boost. Isso representa cerca de 12 % mais desempenho multicore em relação ao i9-13900HX presente na geração anterior do Ion.
Do lado gráfico, a RTX 5060 utiliza arquitetura Ada Lovelace com suporte a DLSS 3 e núcleos RT de 3ª geração, acelerando ray tracing em tempo real. Para quem vem de uma RTX 4050 mobile, o salto chega a 25–30 % em benchmarks de renderização como o OctaneBench.
Tela de 180 Hz e cores fiéis: vantagem real ou marketing?
O display QHD+ (2 560 × 1 600 p) de 15,6 pol. faz 180 Hz, métrica tradicionalmente ligada a jogos. Porém, na produção profissional, a alta taxa de atualização facilita scrub em timelines 8K e rotação fluida de malhas 3D densas. A Avell afirma cobertura de 100 % sRGB; quem trabalha com impressos pode desejar DCI-P3, mas para vídeo web e design digital o painel já entrega boa precisão.
Memória e SSD pensados para arquivos pesados
São dois slots DDR5 de até 64 GB, largura essencial para simulações complexas no SolidWorks ou para abrir projetos gigantes no Unreal Engine. No armazenamento, o Ion A65 aceita SSD NVMe de 512 GB a 2 TB. A interface PCIe 4.0 supera 7 000 MB/s, mantendo texturas e bancos de amostras prontos quase instantaneamente.
Mobilidade sem abrir mão da refrigeração
Com bateria de 80 Wh, a Avell promete até 6 h de navegação leve — número que cai, obviamente, em cargas pesadas. O que chama atenção é o novo sistema de ventoinhas duplas com câmaras de vapor que, segundo a marca, mantém o i9 abaixo de 90 °C mesmo em render prolongado, algo que concorrentes como o Dell Precision 5680 só conseguem em modo turbina total.
Ion A65 vs. rivais: onde ele se destaca?
- Preço nacional: por ser montado no Brasil, tende a fugir de taxas de importação que encarecem máquinas como MacBook Pro 16″ M3 Max.
- Customização: escolha de GPU, RAM e SSD na hora da compra — algo ausente em notebooks “de prateleira”.
- Suporte local: assistência técnica em território brasileiro e envio expresso de peças.
Já em espessura (aprox. 24 mm) e peso (cerca de 2,3 kg), o Ion fica atrás de ultrafinos com RTX 4060, como o ASUS ROG Zephyrus G14, mas entrega mais headroom térmico para o i9 HX.
Imagem: Internet
Disponibilidade e personalização
As vendas acontecem somente no site oficial da Avell, onde o usuário escolhe entre RTX 5050 ou 5060, memória e armazenamento. A marca ainda não revelou preços, mas, se mantiver a tendência da geração passada, o modelo de entrada deve partir da faixa dos R$ 12 mil.
Para quem prefere montar estações de trabalho móveis no exterior, opções como o Lenovo Legion 9i com RTX 4090 seguem superiores em GPU, mas custam até o dobro após impostos. Nesse cenário, o Ion A65 surge como meio-termo atraente para arquitetos, engenheiros, criadores de conteúdo e devs de jogos que precisam de alto desempenho sem recorrer a máquinas importadas.
No fim das contas, o Avell Ion A65 reforça a tendência de workstations portáteis com componentes de desktop, oferecendo potência bruta em um corpo relativamente compacto. Se sua rotina exige compilar, simular ou renderizar fora do escritório — e você quer suporte local — vale acompanhar de perto quando os primeiros testes e preços oficiais forem liberados.
Com informações de Mundo Conectado