Imagine pagar suas compras apenas aproximando a mão do caixa, sem precisar de carteira, smartphone ou digitar senhas. Essa é a proposta do novo terminal biométrico da Positivo Tecnologia, desenvolvido em parceria com a Tencent Cloud, que acaba de ser apresentado na feira Autocom 2026, em São Paulo.
Como funciona a leitura vascular multiespectral
Diferente da biometria facial ou digital, o equipamento combina sensores RGB e infravermelho para mapear os vasos sanguíneos da palma, um dado interno do corpo praticamente impossível de falsificar. A autenticação é feita pelo módulo PalmAI, da Tencent Cloud, em cerca de 500 ms – mais rápido que o tempo médio de desbloqueio por impressão digital em smartphones.
Mais do que pagamento: múltiplos usos em um só dispositivo
O hardware, baseado em Android e produzido pela divisão Positivo Soluções em Pagamentos, une controle de acesso e transação financeira num único aparelho portátil. A proposta reduz filas e troca de dispositivos físicos em:
- Varejo tradicional e self-checkout
- Eventos, estádios e festivais
- Academias, clubes e condomínios
- Hospitais e laboratórios, onde higiene é crítica
- Ambientes corporativos de alta segurança
Por que isso importa para o varejista (e para o consumidor)
Segundo projeção da ResearchAndMarkets, o mercado latino-americano de pagamentos biométricos deve ultrapassar US$ 1,5 bilhão até 2031, com crescimento anual de 17,4%. No Brasil, onde o Pix popularizou pagamentos sem atrito, soluções que cortam etapas no caixa têm terreno fértil.
Para o lojista, reduzir fraudes e agilizar o checkout significa maior conversão e menor custo operacional. Já o consumidor ganha conveniência: basta estender a mão, sem contato físico — algo valorizado desde a pandemia.
Concorrência de peso: Amazon One, Apple e bancos digitais
O anúncio coloca a Positivo ao lado de gigantes que já testam biometria de palma, como a Amazon One, presente em algumas lojas Amazon Go nos EUA. A vantagem da empresa brasileira está na produção local e na integração nativa com cartões, débito, crédito e Pix, algo que pode acelerar a adoção em parceiros adquirentes.
Imagem: Internet
Enquanto isso, o ecossistema Apple Pay e carteiras digitais seguem apostando em Face ID e leitor facial 3D. A palma da mão surge como alternativa mais privativa: o dado vascular não fica exposto a câmeras, reduzindo tentativas de spoofing.
Disponibilidade e próximos passos
Os terminais chegam ao mercado no segundo semestre de 2026, inicialmente para grandes redes e empresas parceiras. A Positivo não divulgou preço, mas sinalizou modelos de negócio por assinatura ou venda direta, seguindo a estratégia de diversificar receita em serviços e hardware especializado.
Com o movimento, o Brasil consolida-se como um dos principais laboratórios de pagamentos biométricos do mundo, impulsionado pela combinação de alta penetração de smartphones, escala de varejo e apetite do consumidor por novidades que facilitem o dia a dia.
Com informações de Mundo Conectado