Treze anos depois de chegar às TVs do mundo todo, o Chromecast de 1ª geração começa, enfim, a dar adeus. Um número crescente de usuários relata que aplicativos como YouTube, HBO Max, Hulu, Paramount+ e até a transmissão direta do Chrome simplesmente deixaram de funcionar no pequeno dongle lançado pelo Google em 2013. A falha, divulgada inicialmente pelo 9to5Google e detalhada em fóruns como o Reddit, reacende o debate sobre a vida útil dos dispositivos de streaming e a hora de fazer upgrade.
O que mudou de 2019 para cá
O primeiro sinal de que o fim estava próximo veio em 2019, quando o Google parou de adicionar novos recursos ao modelo. Até 2023, ele ainda recebia correções de segurança, mas esses pacotes também foram descontinuados. Sem atualizações, qualquer mudança nos requisitos dos apps — como novos certificados ou codecs — pode quebrar a compatibilidade. É exatamente o que parece estar acontecendo.
Por que alguns apps ainda funcionam?
Usuários relatam que Prime Video, Disney+ e até o Spotify continuam transmitindo sem grandes problemas. Isso ocorre porque cada serviço adota seu próprio ritmo de atualização. Quando um app exige bibliotecas mais recentes ou protocolos de DRM que o Chromecast 1 não entende, a festa acaba. Onde as exigências técnicas ainda cabem no hardware de 2013, o aparelho segue firme — por enquanto.
Google está “matando” o Chromecast 1?
A hipótese de sabotagem deliberada é tentadora, mas pouco provável. O cenário mais realista é a incompatibilidade natural: novos padrões de segurança (Widevine, TLS, certificados HTTPS) e mudanças em APIs que o dongle antigo já não reconhece. Sem atualizações oficiais, não há remendo possível no lado do Google nem das plataformas de streaming.
Hora do upgrade: o que considerar
Se você precisa de um substituto, o ecossistema de streaming amadureceu bastante desde 2013. Confira as principais opções disponíveis no mercado brasileiro em 2024:
- Fire TV Stick 4K / 4K Max – Processador quad-core, suporte a Wi-Fi 6 e controle por voz com Alexa. Ideal para quem já usa Amazon Prime Video e quer integração total com o ecossistema da marca.
- Chromecast com Google TV (HD ou 4K) – Interface focada em recomendações, controle remoto dedicado e Google Assistente. A versão 4K oferece Dolby Vision e Dolby Atmos.
- Xiaomi TV Stick 4K – Alternativa compacta com Android TV puro, boa para quem quer liberdade de instalar apps fora da Play Store.
Na prática, qualquer um desses modelos entrega até 2× mais RAM e um salto gigantesco de CPU/GPU em comparação ao Chromecast original, garantindo navegação mais rápida, suporte a 4K, HDR e novos codecs como AV1.
Imagem: Paulo Higa
Como identificar o seu Chromecast
Em dúvida sobre qual geração você tem? Basta observar a parte traseira do dongle:
- 1ª geração: formato de “pendrive” arredondado, sem logotipo colorido.
- 2ª e 3ª gerações: corpo circular com cabo HDMI flexível.
- Ultra: igual ao modelo circular, mas na cor preta brilhante e com suporte a 4K.
Lições sobre a vida útil de gadgets
O ocaso do Chromecast Gen 1 reforça um ponto importante: mesmo dispositivos simples vivem sob a dependência de firmware e certificados atualizados. Para quem joga, assiste séries ou usa a TV como hub de casa inteligente, atualizar o hardware a cada 5 ou 6 anos não é luxo — é a garantia de que novos codecs, padrões de HDR e recursos de áudio continuarão disponíveis.
No fim das contas, o pequenino dongle de 2013 cumpriu seu papel ao popularizar o streaming. Agora, com aplicativos cada vez mais pesados e exigentes, trocar para um modelo atual pode não só resolver os travamentos como destravar recursos que você nunca teve — de Dolby Vision a comandos de voz nativos. E sua próxima maratona de série agradece.
Com informações de Tecnoblog