Sem alarde, a Honor atualizou nesta semana o seu intermediário parrudo e apresentou o Honor X70 Refresh Edition. A nova variante traz três mudanças pontuais — cor Sunrise Gold, sistema MagicOS 10 baseado no Android 16 e um preço inicial 18% maior — mantendo intacto o hardware que chamou atenção no modelo lançado em julho de 2023. Junto do celular, a marca também revelou o relógio Honor Watch X5i, voltado para entusiastas de atividades físicas que buscam bateria de longa duração.
O que realmente mudou no Honor X70 Refresh Edition?
Em termos práticos, a palavra de ordem é acabamento. A nova cor dourada com acabamento fosco traz um visual mais premium ao aparelho, mas o design continua idêntico, inclusive com o vistoso módulo circular de câmeras que virou assinatura da linha. Abaixo, o que permanece igual:
- Tela: AMOLED de 6,8 pol., resolução FHD+ (2.412 × 1.080 p) e 120 Hz.
- Processador: Snapdragon 6 Gen 4 (4 × A78 a 2,2 GHz + 4 × A55 a 1,8 GHz; GPU Adreno 710).
- Câmara principal: sensor de 50 MP com abertura f/1.9.
- Bateria: generosos 8.300 mAh com carregamento rápido de 80 W via USB-C.
- Memória e armazenamento: opções de 8 GB / 128 GB até 12 GB / 512 GB, todas em LPDDR4X e UFS 2.2.
Para quem passa o dia longe da tomada — jogadores de títulos como PUBG Mobile ou usuários que consomem muito streaming —, a célula de 8.300 mAh ainda é um dos maiores diferenciais frente a rivais diretos como o Redmi Note 13 Pro 5G (5.100 mAh) ou o Galaxy A35 da Samsung (5.000 mAh).
MagicOS 10 + Android 16: vale destacar?
Embora o Android 16 ainda não tenha sido liberado oficialmente pelo Google, a Honor usa a numeração própria do MagicOS. A promessa é de melhorias em multitarefa, maior eficiência energética e novos recursos de privacidade. Na prática, espere interfaces flutuantes mais consistentes, modo GPU Turbo X para otimização de jogos e integração facilitada com tablets e notebooks da marca.
Preço subiu, mas continua competitivo na China
A nova etiqueta começa em ¥ 1.699 (aprox. R$ 1.270) para 8 GB/128 GB, valor que já inclui o “ágio” de ¥ 300 frente à geração de 2023. A versão topo de linha (12 GB/512 GB) sai por ¥ 2.399 (~ R$ 1.800). Mesmo mais caro, o X70 Refresh ainda concorre de igual para igual com intermediários premium de Xiaomi, Realme e Samsung vendidos no mercado chinês.
Infelizmente, a Honor confirmou que não há planos de lançamento global — o que inclui Brasil —, seguindo a mesma estratégia do modelo original.
Honor Watch X5i: coração de atleta em corpo leve
Do lado dos wearables, o Watch X5i chega como uma alternativa acessível a produtos como Galaxy Watch FE ou Amazfit Active, mas focado em longa autonomia. Veja os destaques:
Imagem: Internet
- Tela: AMOLED de 1,97 pol., 60 Hz, resolução 390 × 450 e Always-On Display.
- Peso total: 41 g (incluindo a pulseira).
- Sensores: batimentos 24/7, SpO₂, monitoramento de sono e estresse.
- Modos esportivos: mais de 100 perfis pré-configurados.
- Conectividade: Bluetooth 5.4 com atendimento de chamadas direto no pulso.
- Bateria: 420 mAh para até 21 dias de uso típico ou 6 dias com AOD ativo.
- Resistência: classificação 1 ATM (respingos, chuva leve). Não indicado para natação.
Rodando um sistema RTOS próprio, o relógio não aceita apps de terceiros — o que limita funcionalidades extras, mas colabora para a autonomia estendida. Ele será vendido na China a ¥ 219 (cerca de R$ 164) nas cores Midnight Black e Starlight White, com entregas a partir de 15 de abril.
Por que importar (ou não) esses lançamentos?
Para quem prioriza autonomia e desempenho equilibrado, o Honor X70 Refresh Edition seria um concorrente natural de modelos intermediários à venda no Brasil, como o Motorola Edge 40 Neo ou o Galaxy M54. Contudo, a ausência de ROM global e banda 4G/5G compatível com todas as operadoras nacionais pode virar dor de cabeça.
Já o Watch X5i, mesmo sem apps extras, entrega métricas avançadas de saúde e bateria muito acima da média dos smartwatches populares vendidos oficialmente por aqui — caso do Amazfit Bip 5 ou do Redmi Watch 3 Active. Se o seu foco é acompanhar treinos sem recarregar toda semana, a importação pode valer a pena, desde que você aceite a interface apenas em chinês/inglês e a garantia limitada.
No momento, não há indícios de que a Honor pretenda trazer oficialmente esses dispositivos para o nosso mercado, mas o lançamento reforça a aposta da marca em baterias de alta capacidade e preços agressivos — pontos que podem pressionar concorrentes locais a fazer o mesmo em 2024.
Com informações de Mundo Conectado