A Meta deve oficializar, nas próximas semanas, dois novos modelos de óculos inteligentes em parceria com a Ray-Ban: Scriber e Blazer. Documentos recém-publicados pela Federal Communications Commission (FCC) confirmam que ambos já estão em fase de produção, sinalizando lançamento iminente nos Estados Unidos – possivelmente ainda no primeiro semestre.
O que muda em relação aos Ray-Ban Meta Smart Glasses (2ª geração)?
Embora os registros não revelem a lista completa de especificações, indícios apontam para uma evolução incremental, e não para uma ruptura tecnológica. Abaixo, as melhorias mais prováveis em comparação ao modelo atual, lançado em 2023:
- Lentes com grau direto na ótica: a maior barreira dos Smart Glasses era a necessidade de mandar trocar as lentes após a compra. A Meta negociou com redes de óticas para que Scriber e Blazer já saiam prontos para correção visual, reduzindo custos e tempo de adaptação.
- Estojo de carregamento integrado: mantido, mas deve ganhar bateria de maior capacidade, oferecendo até 36 h de uso combinado (estimativa baseada em patentes recentes).
- Tamanhos diferentes: ao menos um dos modelos terá mais de uma largura de armação, algo inédito na linha e essencial para conforto prolongado.
- Processamento de IA on-device: espera-se um chip mais eficiente que rode parte dos algoritmos de visão computacional localmente, acelerando comandos como “o que estou vendo agora?” sem depender totalmente do smartphone.
Scriber vs. Blazer: qual o perfil de cada um?
Nos bastidores, fontes ligadas a fornecedores falam em duas propostas distintas:
- Scriber: modelo de aros finos, focado em quem prioriza discrição. Deve repetir a câmera de 12 MP com campo de visão de 53°, capaz de gravar vídeos em 1080p a 60 fps.
- Blazer: armação levemente mais espessa, favorecendo bateria maior e alto-falantes direcionais de 4 W (o dobro da geração anterior), ideal para consumir podcasts ou GPS sem isolar o ambiente.
Ambos devem manter microfones beamforming e integração nativa com Facebook, Instagram e WhatsApp para postagem instantânea de fotos, Reels e mensagens de voz.
Para quem esses óculos fazem sentido?
1. Creators e streamers: gravação em primeira pessoa com estabilização digital abre caminho para conteúdo diferenciado, sobretudo em lives no Instagram e TikTok.
2. Profissionais em campo: suporte a chamadas com vídeo hands-free facilita suporte técnico remoto.
3. Usuários casuais: captura rápida de momentos sem tirar o celular do bolso. Aqui, a praticidade de lentes com grau pode ser o fator decisivo.
Concorrência no radar
A Meta quer se distanciar de soluções como Echo Frames (Amazon) e Xiaomi Mijia Smart Glasses, que oferecem assistentes de voz, mas sem o mesmo ecossistema social. Já o Apple Vision Pro joga em outra categoria (XR imersiva) e não compete em mobilidade.
Imagem: Internet
Privacidade continua no centro do debate
Sindicatos de trabalhadores e órgãos reguladores pressionam por indicadores visuais mais claros quando a câmera está ativa. A Meta afirma que um LED frontal permanece obrigatório e que novos “sinais sonoros rápidos” serão adicionados para alertar terceiros.
Quando e quanto?
A tradição da marca é revelar hardware de “vida cotidiana” durante conferências de desenvolvedores ou em eventos próprios no outono norte-americano. Contudo, a homologação já liberada sugere anúncio entre abril e maio. O preço deve ficar na faixa de US$ 299 a US$ 349, alinhado ao ticket médio dos Smart Glasses atuais.
Se a estratégia de levar os óculos às prateleiras das óticas vingar, Scriber e Blazer podem finalmente romper a bolha dos entusiastas e chegar ao usuário que só quer um par de Ray-Ban estiloso, mas turbinado por IA. A combinação de conveniência, prescrição facilitada e integração social será o teste definitivo para saber se esses wearables deixam de ser curiosidade high-tech e viram acessório do dia a dia.
Com informações de Mundo Conectado