A Meta e a EssilorLuxottica preparam o lançamento inédito: dois novos modelos de óculos inteligentes Ray-Ban que já nascem adaptados para lentes de grau. A estreia, prevista para a próxima semana, marca a primeira vez que a big tech desenvolve um wearable end-to-end para quem precisa de correção visual, em vez de apenas permitir a troca eventual de lentes.
Principais destaques em uma olhada
• Modelos codinome Scriber e Blazer;
• Blazer chega em dois tamanhos (padrão e grande);
• Scriber terá um ajuste único;
• Suporte a Wi-Fi 6 UNII-4 para uploads mais rápidos (ideal para lives);
• Sem display embutido — foco em áudio, câmeras e IA generativa;
• Venda principal em óticas tradicionais, não só no site da Meta.
Por que isso importa?
Segundo a própria Meta, “bilhões de pessoas” dependem de óculos ou lentes de contato diariamente. Ao unir correção visual com recursos de inteligência artificial — como captura de fotos em 12 MP, transmissão ao vivo para redes sociais e assistente de voz próprio —, a empresa tenta transformar algo que já faz parte da rotina em um dispositivo tech sem aumentar a complexidade para o usuário.
Evolução em relação aos Ray-Ban Meta Gen 2
O modelo Gen 2, disponível hoje no Brasil a partir de R$ 3.299, foi criado como um óculos de sol “smart” com opção de trocar as lentes. Já a dupla Scriber/Blazer traz:
- Projeto óptico pensado desde o zero para graduação, o que promete melhor alinhamento das lentes, menor distorção e conforto prolongado para quem passa horas em frente ao monitor ou em sessões de jogos móveis.
- Wi-Fi 6 UNII-4: a banda de 5,9 GHz reduz interferências em redes congestionadas e permite taxas de upload maiores — útil para streamar gameplays diretamente dos óculos ou enviar clipes 4K ao smartphone sem engasgos.
- Novo portfólio de tamanhos, ajudando usuários com diferentes formatos de rosto a encontrar um ajuste firme sem escorregar durante corridas ou sessões de VR fitness.
Como a Meta pretende vender
A estratégia de distribuição muda: em vez de focar lojas de eletrônicos, a companhia mira as óticas — um mercado que movimenta mais de US$ 223 bilhões anuais. Para o consumidor, isso significa a possibilidade de sair da consulta oftalmológica já com um par de smart glasses ajustado à receita, sem etapas extras.
Cenário competitivo esquenta
A Apple trabalha em óculos inteligentes sem display previstos para 2026, enquanto o Google se uniu à Xreal em um projeto baseado em Android XR. A Meta, porém, larga na frente em volume de vendas graças à linha Ray-Ban, que soma design clássico e recursos de IA inspirados no universo do Meta Quest.
Imagem: Internet
Preço e disponibilidade
Os valores dos novos modelos ainda não foram revelados, mas espera-se algo próximo ao ticket do Gen 2 (US$ 299 nos EUA). A Meta não confirmou quando — ou se — Scriber e Blazer chegarão ao Brasil. Por aqui, a alta carga tributária sobre wearables e a adaptação às normas da Anatel podem empurrar o lançamento para o fim de 2024 ou início de 2025.
Vale a pena ficar de olho?
Para quem já usa óculos de grau e cogita investir em um wearable, Scriber e Blazer eliminam a necessidade de carregar duas armações distintas — uma para enxergar e outra para curtir tecnologia. Com Wi-Fi 6, design otimizado e a promessa de assistente de IA cada vez mais integrado ao ecossistema Meta, esses smart glasses podem se tornar a porta de entrada natural para recursos como tradução em tempo real ou controle de casa inteligente, tudo sem tirar o celular do bolso.
No momento, resta aguardar o anúncio oficial para conhecer fichas completas, acessórios compatíveis e, claro, o preço final — fatores decisivos para transformar curiosidade em compra.
Com informações de Mundo Conectado