Atenção, fãs da linha Poco: a Xiaomi começou a reorganizar seu catálogo de smartphones e tablets por causa da disparada de preços nos chips de memória RAM (LPDDR) e armazenamento (NAND). Na prática, versões com 1 TB devem desaparecer dos modelos intermediários a partir de 2026 e os valores de alguns dispositivos já estão subindo na Ásia. Se você pensava em trocar de aparelho, é hora de entender o cenário antes de tomar a decisão.
Por que a memória ficou tão cara de repente?
De acordo com o analista Digital Chat Station e um relatório recente da TrendForce, a escassez de módulos de memória vem pressionando toda a cadeia de suprimentos. Tablets da Xiaomi, por exemplo, já sofreram reajuste de 100 a 300 yuans (aproximadamente R$ 78 a R$ 235). A previsão é de que a curva de alta continue, com novo pico no início de 2026.
Impacto imediato: adeus aos 1 TB nos intermediários
Para conter custos, a Xiaomi pretende restringir a oferta de versões com 1 TB de armazenamento aos flagships (as linhas 14, 15 e futuros Ultra, por exemplo). Na série Poco — famosa por entregar alto desempenho a preço de médio porte — as opções mais prováveis ficarão entre 256 GB e 512 GB.
Isso significa que usuários que filmam em 4K, jogam títulos pesados ou guardam bibliotecas inteiras de Spotify e Netflix offline precisarão gerenciar melhor seus arquivos, recorrer a serviços de nuvem ou investir em microSDs de alta velocidade (U3 ou V30) — acessórios que, felizmente, continuam baratos em marketplaces como a Amazon.
Comparativo rápido com concorrentes
Outros fabricantes estão na mesma encruzilhada. O recém-anunciado Samsung Galaxy A55 chega ao Brasil em versões de 128 GB e 256 GB, enquanto o Realme 12 Pro + bate em 512 GB no topo. Nenhum intermediário de 2024 oferece 1 TB de fábrica. Em termos de RAM, 8 GB a 12 GB viraram padrão — quantidade suficiente para rodar jogos como Genshin Impact ou Call of Duty: Warzone Mobile, mas que pode sofrer com multitarefa agressiva se o sistema não for otimizado.
E os gamers, como ficam?
Jogadores mobile vão sentir principalmente na hora de instalar títulos AAA, que hoje podem ultrapassar 15 GB. Com menos espaço interno, a solução será adotar serviços de stream, como GeForce NOW, ou limpar o cache com mais frequência. Em compensação, a Xiaomi promete manter os chipsets Snapdragon e Dimensity de última geração nos Pocos futuros, garantindo altas taxas de FPS em telas de 120 Hz — ponto decisivo na comparação com rivais que ainda entregam painéis de 90 Hz.
Imagem: Internet
Dicas práticas antes de comprar ou trocar de celular
- Planeje o armazenamento: se você produz muito vídeo em 4K, talvez valha pagar mais por um flagship de 512 GB ou investir em SSD externo compatível com USB-C.
- Fique de olho nas promoções: a linha Poco costuma ter quedas relâmpago em grandes datas (Prime Day, Black Friday). Sinais de alta de preço podem antecipar boas oportunidades.
- Avalie microSD: modelos de 512 GB classe U3 custam menos que a diferença de preço entre versões de 256 GB e 512 GB de muitos celulares.
O que esperar de 2026 em diante
Com a TrendForce projetando mais aumentos no custo dos chips, analistas acreditam que o consumidor verá um “deslocamento de especificações”: telas, câmeras e processadores continuam evoluindo, mas a memória interna premium ficará reservada aos topos de linha. Empresas com maior controle logístico — caso de Apple, Samsung e a própria Xiaomi — terão vantagem para negociar contratos de longo prazo e evitar repasses drásticos.
Se a sua prioridade é muito espaço interno a preço competitivo, aproveite os estoques atuais ou considere dispositivos que ainda tragam slot para microSD, como alguns modelos da Motorola e da Samsung linha A. Caso contrário, prepare-se para uma nova realidade onde 512 GB será o “novo 1 TB” entre os intermediários.
Com informações de Mundo Conectado