A Positivo Tecnologia acaba de dar um passo estratégico rumo à próxima onda da transformação digital ao anunciar uma nova geração de computadores corporativos equipados para processamento de inteligência artificial (IA) local. Chamados de AI PCs, esses sistemas contam com unidades dedicadas de processamento neural (NPU) capazes de atingir até 50 trilhões de operações por segundo (50 TOPS), eliminando a dependência constante de serviços em nuvem para tarefas de machine learning, automação e análise de dados sensíveis.
Por que os AI PCs mudam o jogo no ambiente corporativo?
Diferentemente dos desktops e notebooks tradicionais, as máquinas com NPU executam modelos de IA diretamente no hardware. Isso oferece três vantagens imediatas:
- Mais privacidade: dados confidenciais não precisam sair da empresa para serem processados;
- Baixa latência: respostas mais rápidas em assistentes de produtividade, chatbots internos e sistemas de análise preditiva;
- Custos sob controle: menor consumo de banda e menos assinaturas de serviços de nuvem para workloads básicos de IA.
Intel Core Ultra Series 3: o coração híbrido
Para viabilizar o salto de desempenho, a Positivo adotou os novos processadores Intel Core Ultra Series 3, chips desenhados especificamente para a categoria de Copilot+ PCs. Eles combinam:
- CPU de alto desempenho (núcleos Performance + núcleos Efficient);
- GPU integrada baseada em arquitetura Intel Arc para aceleração gráfica e codificação de vídeo;
- NPU dedicada com suporte nativo a APIs como Windows ML, OpenVINO e DirectML.
Isso cria um modelo de processamento tri-híbrido, onde a carga de trabalho é distribuída dinamicamente entre CPU, GPU e NPU, resultando em menor consumo de energia e maior velocidade em aplicações de IA.
Positivo Master Copilot+ PC: especificações-chave
Apresentado na CES 2026, o Positivo Master Copilot+ PC é o primeiro fruto da parceria entre Positivo e Intel. Voltado ao mercado B2B, o modelo traz:
- NPU de 50 TOPS – superando a exigência mínima para a classe Copilot+;
- Até 32 GB de RAM DDR5 e armazenamento NVMe PCIe 4.0;
- Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4 para conectividade corporativa de alta velocidade;
- Chassi reforçado com certificação militar de durabilidade, ideal para uso em órgãos públicos e indústrias.
Embora seja um PC corporativo, a ficha técnica revela potência suficiente para tarefas intensivas, como renderização 3D ou edição de vídeo 4K – atividades que também se beneficiam das novas NPUs.
Vantagens tangíveis para TI e para o usuário final
De acordo com Daniela Colin, diretora de Procurement e Desenvolvimento de Produtos da Positivo, o objetivo é entregar uma plataforma “tudo-em-um” que una desempenho, segurança e gestão simplificada. Na prática, isso significa:
Imagem: Internet
- Monitoramento proativo: a própria máquina detecta anomalias de hardware e sugere manutenção antes da falha;
- Implantação mais ágil: imagens de sistema otimizadas para IA podem ser distribuídas em lote com mínimos ajustes;
- Longevidade: suporte estendido a futuros softwares baseados em IA generativa, evitando trocas prematuras de hardware.
Como eles se comparam a PCs “convencionais”
Em benchmarks internos, a Positivo aponta ganhos de até 35 % em velocidade de inferência versus notebooks corporativos da geração passada baseados apenas em CPU + GPU. Além disso, a operação local reduz em até 40 % o tráfego de dados para a nuvem, fator crítico em filiais com links limitados.
Para quem faz sentido investir agora?
Empresas que lidam diariamente com grandes volumes de informações – tais como bancos, hospitais, escritórios de advocacia e centros de P&D – já colhem benefícios imediatos de PCs com IA embarcada. Contudo, organizações menores que pretendem adotar ferramentas como Microsoft Copilot, Adobe Firefly ou suites de BI com recursos de machine learning também devem considerar a migração para evitar gargalos de desempenho no curto prazo.
Com o lançamento, a Positivo sinaliza que a renovação de parques de TI volta a ser prioridade no Brasil, alinhando-se às tendências globais de edge computing e segurança de dados. A expectativa é que, à medida que novos aplicativos baseados em IA generativa cheguem ao mercado, os AI PCs se tornem o padrão nas mesas de trabalho – e quem se adiantar nessa transição terá uma vantagem competitiva clara.
Com informações de Mundo Conectado