Prepare o bolso – e a curiosidade. Relatos do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, indicam que a Apple trabalha em uma nova categoria de laptop chamada MacBook Ultra, posicionada acima dos atuais MacBook Pro. Caso o projeto chegue às lojas, será o primeiro Mac com tela OLED e suporte a toque, duas tecnologias que a empresa sempre tratou com cautela em notebooks. O lançamento é projetado para o quarto trimestre de 2026.
OLED + Touchscreen: por que isso importa?
Hoje, os MacBook Pro usam painéis mini-LED, que oferecem alto brilho, mas ainda sofrem com “blooming” (vazamento de luz nas áreas escuras). No OLED, cada pixel emite luz própria, garantindo contraste infinito e pretos reais – algo que criadores de conteúdo, designers e até quem assiste a séries no notebook sentem na hora.
O touchscreen abre um leque de usos que já é comum em rivais Windows, como Dell XPS e ASUS ZenBook OLED. Para quem edita fotos no Lightroom ou rabisca storyboards no Illustrator, tocar diretamente na tela acelera fluxos de trabalho. A Apple, que sempre defendeu o iPad como dispositivo de toque, parece finalmente admitir que o gesto também tem lugar no macOS.
Design mais fino e chip de próxima geração
De acordo com Gurman, o uso de OLED permitirá um chassi mais delgado, já que o painel dispensa camadas retroiluminadas extras. Isso combina com a provável adoção do chip Apple M6 – uma evolução em 3 nm que deve trazer ganhos de performance e eficiência, seguindo a lógica dos M5 Pro/Max atuais.
Para profissionais que renderizam vídeos em 8K ou compilam projetos pesados de software, a sigla “Ultra” sinaliza que a Apple vai empurrar CPU, GPU e Neural Engine a novos patamares. Em benchmarks, espera-se que o M6 Ultra (ou equivalente) supere com folga o já potente M3 Ultra, hoje restrito ao Mac Studio e Mac Pro.
Estratégia de preços: a “escada” da Apple ganha um novo degrau
Desde o MacBook Neo (US$ 599) até os MacBook Pro Max topo de linha, a Apple vem preenchendo cada faixa de preço. O MacBook Ultra deve criar um novo teto. A lógica? Repetir o que ocorreu com o iPhone X em 2017 e o iPad Pro OLED em 2024: tela nova, 20% de aumento no valor final.
Hoje, o MacBook Pro de 16” parte de US$ 2.499 nos EUA. Com a “taxa OLED + Ultra”, especula-se um ponto de partida na casa dos US$ 2.999 – fora impostos brasileiros. Para freelancers e estúdios que já investem em placas de vídeo NVIDIA RTX ou monitores 4K dedicados, a conta terá de ser bem planejada.
Imagem: William R
Concorrência Windows não vai ficar parada
Marcas como Samsung, ASUS e Lenovo já oferecem laptops OLED há anos. Modelos premium – veja o Dell XPS 15 OLED ou o Razer Blade 16 – custam menos que um MacBook Pro equivalente e entregam taxa de atualização mais alta para jogos. Se o rumor se confirmar, a Apple precisará justificar a etiqueta Ultra com desempenho real, integração ao ecossistema (Continuity, AirDrop, Final Cut Pro otimizado) e bateria lendária.
O que isso significa para você?
• Criadores de conteúdo ganharão cores mais precisas para edição sem recorrer a monitores externos caros.
• Desenvolvedores podem ver compilação de código ainda mais rápida, crucial para quem usa Xcode ou engines 3D.
• Usuários que migraram para Windows por causa do touchscreen podem reconsiderar voltar ao macOS.
• Entusiastas de tecnologia notarão que a Apple, enfim, derruba o antigo tabu de “não precisamos de toque no Mac”.
Enquanto o MacBook Ultra não sai do papel, vale acompanhar a evolução dos atuais MacBook Pro M5 (mini-LED) e das opções OLED no mercado PC. Cada lançamento reposiciona custo-benefício e ajuda a decidir quando – e em quê – investir.
Com informações de Hardware.com.br